Desmatamento da Amazônia aumenta 9,5% em 1 ano e atinge a maior taxa desde 2008

A área devastada no período analisado equivale a mais de sete vezes o tamanho da cidade de São Paulo

Caminhão transita em área desmatada da Amazônia, no Estado do Acre 24/08/2019
Caminhão transita em área desmatada da Amazônia, no Estado do Acre 24/08/2019 (Foto: REUTERS/Bruno Kelly)
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Sputnik - O desmatamento da Amazônia apresentou uma alta de 9,5% no último ano e voltou a atingir a maior taxa desde 2008, escreve o Estado de São Paulo nesta segunda-feira (30).

Segundo estimativa divulgada pelo Prodes – que pertence ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) -, entre agosto do ano passado e julho deste ano, a devastação da floresta atingiu 11.088 km², ante 10.129 km² registrados nos 12 meses anteriores.

O número causou surpresa, pois havia uma estimativa de alta de mais de 30%, como foi indicado por outro sistema do INPE, o Deter. A elevação observada entre agosto de 2018 e julho de 2019, ante os 12 meses anteriores, já tinha sido de 34,4%.

O corte raso registrado na Amazônia Legal desde o início da gestão Bolsonaro interrompe uma sequência de dez anos em que o desmatamento ficou abaixo de 10 mil km². Com essa taxa, o Brasil deixou de cumprir a principal meta da Política Nacional de Mudanças Climáticas, de 2010, que estabelecia que o desmatamento neste ano seria de no máximo 3,9 mil km².

Até meados da década passada, parecia que a meta seria cumprida. Em 2012, o desmatamento da Amazônia chegou ao menor valor do registro histórico – de 4.571 km² –, após a implementação de uma política nacional de combate ao desmatamento que derrubou a taxa em 83% ao longo de oito anos.​

As altas seguidas também colocam em xeque outra meta do Brasil, assumida junto ao Acordo de Paris, de 2015, de zerar o desmatamento ilegal até 2030.

O desmatamento observado ao longo de um ano teve a maior contribuição vinda do Pará. Apenas este estado respondeu por 46,8% de tudo o que foi devastado.

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