'Despejar dinheiro na ponta não é política pública', afirma ministro da Educação
"Despejar dinheiro na ponta não é política pública. Se fosse assim, os anos que tivemos grandes orçamentos no MEC os alunos estariam em condição muito melhor", disse o ministro da Educação, Milton Ribeiro
247 - O ministro da Educação, Milton Ribeiro, minimizou os cortes no orçamento da pasta e defendeu o veto de Jair Bolsonaro ao projeto que assegurava acesso a internet aos estudantes durante a pandemia de Covid-19. Segundo ele, “despejar dinheiro na ponta não é política pública”.
“Despejar dinheiro na ponta não é política pública. Se fosse assim, os anos que tivemos grandes orçamentos no MEC os alunos estariam em condição muito melhor. Não é questão de dinheiro. Se fosse questão de dinheiro, somente dinheiro, ou gestão de recursos, aplicação de recursos, o ministro da Educação devia ser um economista e não educado”, disse Ribeiro durante sessão da Comissão de Educação na Câmara,nesta quarta-feira (31), de acordo com o jornal O Globo.
Ele também defendeu o veto de Bolsonaro ao projeto que garantia o acesso a internet aos estudantes e professores da educação básica pública porque o não apresentava “clareza suficiente e nem diagnóstico adequado a respeito dos gastos efetivos".
Questionado sobre a redução do orçamento para a educação, Ribeiro afirmou que houve aumento na previsão orçamentária para 2021. “A parte técnica do governo tem que atender todos os setores da gestão pública e naturalmente vai colocando recursos, que são poucos, aqui e ali. O orçamento geral do MEC de toda pasta saiu de R$ 143,3 bilhões em 2020 para uma PLOA de R$ 144,5 bilhões para 2021. O montante do orçamento do MEC cresceu”, disse.
Um relatório do Movimento Todos Pela Educação divulgado em fevereiro, aponta que o gasto do MEC com a Educação Básica foi o menor da década e o orçamento geral do ministério, da ordem de R$ 143,3 bilhões, o menor desde 2011. Ainda segundo o documento, os gastos com educação básica no ano passado encolheram 10,2% em comparação com o exercício anterior.