Deyvid Bacelar desafia Flávio Bolsonaro e Paulo Skaf a trabalhar
Quem pergunta é o dirigente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) para o setor de Energia, Petróleo, Gás e Mineração, Deyvid Bacelar
247 - Será que o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf, aguentaria trabalhar 12 horas por dia, seis dias por semana, dirigindo o ônibus Paripe-Rodoviária, sem ar-condicionado, na capital baiana? Quem pergunta é o dirigente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) para o setor de Energia, Petróleo, Gás e Mineração, Deyvid Bacelar, estendendo o desafio ao candidato Flávio Bolsonaro que, como Skaf, já se manifestou contra o projeto de lei apresentado pelo presidente Lula ao Congresso Nacional, em regime de urgência, determinando o fim da escala 6 x 1 no Brasil.
“Paulo Skaf e Flávio Bolsonaro são filhinhos de papai da elite brasileira, ambos não sabem de forma alguma o que é trabalhar em uma escala 6 x 1. Dá pra imaginar esses cabras trabalhando seis dias, mais de oito horas por dia, nesse trânsito maravilhoso de Salvador?”, ironiza Bacelar.
Para o dirigente sindical licenciado, é muito importante que o trabalhador que atua no setor do comércio, industrial ou de serviços em Salvador esteja pressionando os deputados para que essa mudança na escala seja aprovada. “Mais uma vez estamos vendo a extrema direita se manifestando contra essa mudança que beneficia os trabalhadores e trabalhadoras, como é o caso do senador Ângelo Coronel, que já se manifestou contra o fim da escala 6 x 1”, afirmou Bacelar.
Referindo-se ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, o dirigente do PT ressalta que até o momento ele não se posicionou de forma firme pelo fim da escala 6 x 1. “Todo mundo sabe que ele é ligado ao empresariado e, se está dizendo agora que defende o fim da escala 6 x 1, é somente para não perder voto”, aposta Deyvid, que participou da Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília, um dia após o presidente Lula ter encaminhado o projeto ao Congresso.
“E nossa Marcha já teve reflexos no Congresso”, afirmou Deyvid, visto que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na tarde da última quarta-feira (22/4) duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que colocam fim à escala 6×1.
“É um descaramento o presidente da Fiesp se manifestar contra o fim da escala 6 x 1. Mas a gente sabe que ele defende os interesses do empresariado, dos donos das grandes indústrias que obviamente são contrário à redução de jornada sem redução de salário”, avaliou Bacelar. “Ele esquece que o mundo inteiro já fez essa redução de jornada de 44 para 40, 36 ou 30 horas. O Brasil desde 1988 não trata desse tema. O presidente lula acertou em cheio ao ouvir o clamor da classe trabalhadora brasileira, apresentando ao Congresso Nacional esse projeto”, defendeu o sindicalista.
Atualmente, os motoristas de transporte coletivo em Salvador operam majoritariamente na escala 6x1 (seis dias de trabalho por um de folga), uma jornada frequentemente descrita como exaustiva, com turnos que podem durar de 12 a 14 horas diárias. Os rodoviários têm enfrentado jornadas consecutivas com apenas uma folga semanal, englobando finais de semana, feriados e madrugadas.