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Dilma: com mandantes soltos, outras Marielles podem morrer

A ex-presidente Dilma Rousseff comentou a respeito da prisão do policial militar reformado Ronnie Lessa e do ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, que estão envolvidos direitamente no assassinato da ex-vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes; Dilma ressaltou que "Marielle não foi morta porque os atiradores não gostavam dela" e também que "o crime só estará realmente esclarecido quando os mandantes forem presos"; "Até lá, eles estão livres para alugar outros matadores", acrescentou 

Dilma: com mandantes soltos, outras Marielles podem morrer (Foto: Mídia NINJA | Reprodução)

247 - A ex-presidente Dilma Rousseff usou sua conta no Twitter, nesta quarta-feira (13), para comentar a respeito da prisão do policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e do ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos. Segundo a denúncia do Ministério Público, Ambos estão envolvidos direitamente no assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Dilma destaca em sua postagem que "Marielle não foi morta porque os atiradores não gostavam dela", como a promotoria defendeu durante a coletiva de imprensa, argumentando que o assassino cometeu o crime pois tinha aversão à Marielle pelos posicionamentos políticos da vereadora. 

A ex-presidente salienta que "alguém os contratou para matá-la". "O crime só estará realmente esclarecido quando os mandantes forem presos. Até lá, eles estão livres para alugar outros matadores", acrescenta Dilma. 

 

Entenda o caso 

Policiais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam, por volta das 4h30 desta terça-feira (12), o policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos. A força-tarefa que levou à Operação Lume diz que eles participaram dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Os crimes completam um ano nesta quinta-feira (14).

Ronnie Lessa, segundo a denúncia, é o autor dos 13 disparos que mataram Marielle e Anderson; ele estava no banco de trás do Cobalt que perseguiu o carro da vereadora.

Lessa também teria feito pesquisas sobre o então interventor na segurança pública do Rio, general Braga Netto, e fazia pesquisas na internet sobre a submetralhadora MP5, que pode ter sido usada no crime.

O sargento Lessa foi preso em casa. Ele mora no mesmo condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro tem uma casa, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.