Dilma: "Só nos regimes fascistas o presidente ameaça prender e se vangloria dos assassinatos"

"Ao misturar, mais uma vez, truculências e ameaças em declarações públicas, Bolsonaro insufla ódio e violência. Só nos regimes autoritários e fascistas o presidente ameaça prender, homenageia a tortura e se vangloria dos assassinatos cometidos durante a ditadura", afirma Dilma

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247 - A presidente deposta Dilma Rousseff afirmou que as declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre Glenn Greenwald e sobre o pai do presidente nacional da OAB evidenciam a deliberada falta de respeito aos limites institucionais e morais.

Em sua página nas redes sociais, Dilma afirmou que, por causa desta falta de limites, Bolsonaro "sente-se autorizado a ameaçar de prisão o jornalista americano, que vive com sua família no Brasil e vem denunciando os desmandos da Lava jato e do ministro da Justiça".

Dilma  também classifica como vergonhoso e desumano  o comentário ofensivo de Bolsonaro contra o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, que teve seu pai assassinado pela ditadura militar. 

A ex-presidenta disse que Bolsonaro “se acha no direito de insinuar, de forma vergonhosa, cúmplice e desumana, conhecer as condições do desaparecimento, ou melhor, do assassinato, durante a ditadura, do pai do presidente da OAB, instituição que apenas cumpre seu papel ao preservar os direitos dos advogados.

Bolsonaro disse saber como o pai de Santa Cruz foi assassinado, não criticou sua execução, e chegou a dizer, no fim do dia, que ele teria sido morto por colegas de militância. Na verdade, praticamente defendeu sua morte fazendo o elogio  de um crime cometido pelo estado brasileiro.

Para Dilma, as declarações de Bolsonaro sobre o pai do presidente da OAB e as ameaças contra Glenn Greenwald fazem parte de uma "tentativa de intimidar".

"Ao misturar, mais uma vez, truculências e ameaças em declarações públicas, Bolsonaro insufla ódio e violência. Só nos regimes autoritários e fascistas o presidente  ameaça prender, homenageia a tortura e se vangloria dos assassinatos cometidos durante a ditadura", afirma Dilma.

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