Dinheiro manchado: bandidos criam tira-manchas

Bandidos desenvolvem tcnica para tirar manchas de notas roubadas de caixas eletrnicos; polcia encontrou um filtro com substncia adstringente; tinha at balde

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Karl Marx dizia que a humanidade não se impunha problemas que não pudesse resolver. O mesmo parece valer para o crime organizado. Assim que surge uma forma de dificultar a ação de criminosos, eles rapidamente encontram uma saída para driblá-la. A polícia de São Paulo descobriu que bandidos desenvolveram um método para tirar as manchas avermelhadas nas cédulas roubadas de caixas eletrônicos explodidos por ladrões. A tinta é liberada por um dispositivo anti-furto desenvolvido pelos bancos. O delegado Nelson Silveira Guimarães, diretor do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), disse nesta segunda-feira que os bancos vão precisar rever o sistema de segurança que mancha notas de dinheiro para evitar furto em caixas eletrônicos em São Paulo. A declaração aconteceu depois que a polícia encontrou dinheiro manchado imerso em uma substância para limpá-lo. Dois homens foram presos com o material.

“Foi uma surpresa. Achávamos que os criminosos iam encontrar alguma forma de neutralizar (esse dispositivo de segurança), mas não que fosse tão rápido. As notas estão praticamente limpas. O pessoal dos bancos vai ter que pensar em outra solução porque essa parece que não está funcionando mais”, afirmou o delegado, durante uma entrevista coletiva no Deic. As notas encontradas dentro de um filtro d'água serão encaminhadas para a perícia para identificar o tipo de substância utilizada.

Segundo Guimarães, a ação desta segunda-feira é continuação da Operação Caixa Preta, que busca desmantelar quadrilhas que atacam caixas eletrônicos na capital e na Grande São Paulo. Até o final da manhã desta segunda-feira, cinco pessoas haviam sido detidas. Com isso, segundo Guimarães, sobe para 31 o número total de presos na operação iniciada na semana passada. Sete são policiais militares presos em ações diferentes. A polícia suspeita que há cerca de cem pessoas nesse esquema de ataques a caixas.

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