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Dirceu: De Grandis agiu contra juiz em defesa da Alstom

Segundo o ex-ministro da Casa Civil, o procurador Rodrigo De Grandis não teria apenas prevaricado no caso Alstom; ele também teria feito lobby para impedir que o juiz Ali Mazloum assumisse a sexta Vara Criminal e pudesse, assim, assumir o comando das investigações sobre o caso

Segundo o ex-ministro da Casa Civil, o procurador Rodrigo De Grandis não teria apenas prevaricado no caso Alstom; ele também teria feito lobby para impedir que o juiz Ali Mazloum assumisse a sexta Vara Criminal e pudesse, assim, assumir o comando das investigações sobre o caso (Foto: Leonardo Attuch)

247 - Mais do que simplesmente engavetar o caso Alstom, o procurador Rodrigo de Grandis também teria agido para impedir que o juiz Ali Mazloum pudesse assumir as investigações. A acusação foi feita pelo ministro José Dirceu a partir de reportagem do Brasil Econômico. Leia abaixo: 

Deu no Brasil Econômico: De Grandis fez lobby contra juiz para não apurar caso Alstom

Está tudo lá no Brasil Econômico: o procurador Rodrigo De Grandis, do Ministério Público Federal (MPF), aquele que engavetou dois pedidos da justiça da Suíça e oito do Ministério da Justiça para ajudar nas investigações do escândalo Alstom, teria feito lobby para impedir a transferência do juiz Ali Mazloum, da 7ª. Vara Federal Criminal de São Paulo para a 6ª. Vara (especializada em crimes de lavagem de dinheiro), porque esta iria apurar o caso.

A informação foi passada ao jornal por um procurador e um desembargador. De Grandis era o procurador responsável no Ministério Público pelo caso Alstom, o cartel montado pela multinacional para, mediante o pagamento de propinas a políticos do PSDB e a integrantes da máquina administrativa tucana paulista, obter contratos milionários de obras públicas junto ao governo do Estado.

O procurador e o desembargador contaram ao jornal que De Grandis e mais três colegas do Ministério Público montaram o lobby junto ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3ª Região) para impedir a transferência do juiz Mazloum porque na 6ª Vara ele poderia acelerar a apuração do caso. O posto de titular na 6ª. Vara Criminal Federal está vago há três anos.

Por ser especialista em crimes do colarinho branco e ter conseguido o 1º lugar no para a remoção, Mazloum era o nome natural para assumir o cargo, mas depois da inscrição de seu nome, o TRF cancelou o edital para a nomeação alegando que seria feito um estudo para a 6ª. Vara deixar de atuar especificamente na área de lavagem de dinheiro.

Ainda segundo o jornal, De Grandis considera prescrita a maioria dos crimes do caso Alstom estava prescrita, anunciou que ia tirar férias e viajar para a Sicília (Itália) e dizia que só ia tratar do escândalo em 2014.