Dirceu teve filial de consultoria no Panamá

Ela funcionou no mesmo endereço do escritório de advocacia Morgan & Morgan, onde também estava registrado o hotel St. Peter, que ofereceu o primeiro emprego, com salário de R$ 20 mil mensais, ao ex-ministro da Casa Civil, depois que ele foi preso; reportagem do jornal Estado de S. Paulo deste domingo insinua que Dirceu poderia ser sócio oculto do hotel em Brasília

Ela funcionou no mesmo endereço do escritório de advocacia Morgan & Morgan, onde também estava registrado o hotel St. Peter, que ofereceu o primeiro emprego, com salário de R$ 20 mil mensais, ao ex-ministro da Casa Civil, depois que ele foi preso; reportagem do jornal Estado de S. Paulo deste domingo insinua que Dirceu poderia ser sócio oculto do hotel em Brasília
Ela funcionou no mesmo endereço do escritório de advocacia Morgan & Morgan, onde também estava registrado o hotel St. Peter, que ofereceu o primeiro emprego, com salário de R$ 20 mil mensais, ao ex-ministro da Casa Civil, depois que ele foi preso; reportagem do jornal Estado de S. Paulo deste domingo insinua que Dirceu poderia ser sócio oculto do hotel em Brasília (Foto: Leonardo Attuch)
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247 - Uma reportagem dos jornalistas Fabio Fabrini e Andreza Matais, publicada neste domingo no jornal Estado de S. Paulo (leia aqui), pode trazer novos problemas para o ex-ministro José Dirceu, preso na Papuda desde 15 de novembro, agora que ele tenta um novo emprego para começar a cumprir, efetivamente, sua pena no regime semiaberto, ao qual foi condenado.

De acordo com a apuração dos repórteres, Dirceu abriu uma filial de sua empresa JD Assessoria & Consultoria, focada em países da América Latina, no Panamá, no mesmo endereço onde funciona o escritório Morgan & Morgan, que também foi usado para registrar transações societárias do hotel St. Peter, em Brasília. Controlado pelo empresário Paulo Abreu, amigo de Dirceu, o St. Peter foi registrado em nome de um laranja ligado ao Morgan & Morgan. 

Logo depois da prisão, Abreu ofereceu um emprego com salário de R$ 20 mil mensais a Dirceu, mas o ex-ministro desistiu da oferta depois que o caso foi explorado pelo Jornal Nacional. Embora tenha atuado para impedir que Dirceu obtivesse seu emprego, a Globo sonegou do público a informação de que parentes do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, abriram contas de US$ 8 milhões no Panamá no ano em que ele se elegeu pela primeira vez (leia mais aqui).

A reportagem do Estado sugere, nas entrelinhas, a hipótese de que Dirceu poderia ser sócio oculto do St. Peter, uma vez tanto ele quanto Paulo Abreu teriam usado os serviços do mesmo escritório de advocacia panamenho, em épocas parecidas. "A Truston - dona do hotel St. Peter - foi aberta no Panamá apenas três meses depois dessa operação conduzida pelo ex-minsitro, também declarando o endereço da Morgan & Morgan e tendo um "laranja" como seu presidente", diz o texto.

Depois do episódio St. Peter, Dirceu tenta agora um emprego no escritório de advocacia de José Geraldo Grossi, onde receberia um salário de R$ 2,1 mil por mês.


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