Disputa política atrasa reconstrução de pontes no Rio

Um ano aps a enxurrada que devastou a Regio Serrana, matou 918 pessoas e deixou 215 desaparecidas, apenas uma obra foi inaugurada das 75 previstas

Disputa política atrasa reconstrução de pontes no Rio
Disputa política atrasa reconstrução de pontes no Rio (Foto: Divulgação)
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247 - O atraso na reconstrução das pontes arrastadas pelas inundações que atingiram os municípios da Região Serrana do Rio em janeiro do ano passado pode ter uma disputa política entre o Ministério da Integração Nacional e a Secretaria estadual de Obras por trás. Depois de encontrar indícios de irregularidades em parte dos projetos apresentados pelo Rio, o governo de estado decidiu suspender todos os contratos.

Após a tragédia das chuvas, o vice-governador Luiz Fernando Pezão, na época secretário estadual de Obras, informou que usaria R$ 80 milhões repassados pelo governo federal para reconstruir um total de 69 pontes. Em fevereiro, de acordo com o Ministério da Integração Nacional, o estado apresentou um projeto para recuperar 200 pontes em sete municípios serranos, entre eles Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Em julho, em nova documentação encaminhada ao ministério, o número de pontes que o estado prometia reconstruir caía para 75 em dez cidades da região. As informações são do jornal O Globo.

A falta de uma justificativa plausível para a redução levou o Ministério da Integração Nacional a pedir explicações. O vice-governador Luiz Fernando Pezão, que hoje responde como coordenador de Infraestrutura do governo, afirmou que o número seria suficiente para resolver os problemas de acesso a todos os municípios afetados. « O número de pontes destruídas, divulgado no início do ano, incluía muitos pontilhões. Quanto às obras, elas atrasaram um pouco porque as enxurradas mudaram as margens dos rios e a quantidade de água que passa debaixo das pontes. Nós até tínhamos feito uma série de contratos de emergência, mas o Inea (Instituto Estadual do Ambiente) pediu que paralisássemos tudo. Eles disseram que tinham que opinar », disse Pezão.

Um ano após a enxurrada que devastou a região, matou 918 pessoas e deixou 215 desaparecidas, apenas uma ponte foi inaugurada na cidade de Bom Jardim, em meia pista, ligando o Centro do município ao restante da Região Serrana.

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