Doações são legais e não houve contrapartida, diz Instituto Lula

Em nota sobre a nova acusação da Lava Jato em São Paulo contra o ex-presidente Lula por lavagem de dinheiro, o Instituto Lula esclarece que as doações recebidas pela entidade, inclusive a de R$ 1 milhão partindo do grupo brasileiro ARG, "são legais, declaradas, registradas, pagaram os impostos devidos, foram usadas nas atividades fim do Instituto e nunca tiveram nenhum tipo de contrapartida"; a força-tarefa cita uma suposta influência de Lula ao presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, para que continuasse a contratar os serviços da empresa brasileira; influência, além de não ser comprovada, sequer seria crime; além disso, o pagamento foi feito quatro anos depois da suposta prestação de serviços

Doações são legais e não houve contrapartida, diz Instituto Lula
Doações são legais e não houve contrapartida, diz Instituto Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - Em resposta à nova acusação da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo contra o ex-presidente Lula por lavagem de dinheiro, feita nesta segunda-feira 26, o Instituto Lula esclarece que as doações recebidas pela entidade "são legais, declaradas, registradas, pagaram os impostos devidos, foram usadas nas atividades fim do Instituto e nunca tiveram nenhum tipo de contrapartida".

A força-tarefa cita uma suposta influência de Lula ao presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, para que continuasse a contratar os serviços do grupo brasileiro ARG no país. A influência, além de não ser comprovada, sequer seria crime. Quatro anos depois, o Instituto Lula recebeu uma doação da empresa no valor de R$ 1 milhão. Para o Ministério Público, o dinheiro teria sido uma contrapartida à influência internacional de Lula.

O Ministério Público também denunciou o controlador do grupo ARG, Rodolfo Giannetti Geo, por tráfico de influência em transação comercial internacional e lavagem de dinheiro. Lula também seria acusado de tráfico de influência, mas o crime contra ele prescreveu, uma vez que o ex-presidente já completou 70 anos. Segundo a denúncia, os fatos aconteceram entre setembro de 2011 e junho de 2012.

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