Documento revela como foi a prisão de Rubens Paiva

Informe do DOI-Codi revela, pela primeira vez oficialmente, como o ex-deputado foi encontrado e depois levado de sua casa por militares ao órgão vinculado ao Exército, no Rio de Janeiro; ainda não estão esclarecidas, no entanto, as circunstâncias de sua morte e o desaparecimento de seus restos mortais; novos documentos devem ser revelados nesta semana pela Comissão da Verdade

Documento revela como foi a prisão de Rubens Paiva
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247 - Um documento até então nunca divulgado ajudará a esclarecer como ocorreu o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva durante a ditadura militar no Brasil. Reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta segunda-feira 4 noticia que um informe do DOI-Codi do Rio de Janeiro relata as circunstâncias em que o político foi levado de sua casa por agentes do Cisa (o então órgão de inteligência da Aeronáutica, hoje extinto).

O documento estava no Arquivo Nacional, em Brasília, e foi encontrado por Jason Técio, que lançará neste ano uma biografia sobre Rubens Paiva. Trata-se do primeiro documento oficial que menciona que o combatente da ditadura foi levado por militares a uma unidade das Forças Armadas brasileiras. Até então, a única prova de que o político esteve num QG do Exército foi a lista de seus pertences, encontrada no ano passado na casa de um ex-militar assassinado em Porto Alegre.

"Destinado à Agência Rio de Janeiro do Serviço Nacional de Informações (ARJ/SNI), seção fluminense do órgão de espionagem da ditadura, o informe relata que o Cisa recebeu ordens para fazer uma revista em um avião da Varig procedente de Santiago, no Chile, que chegaria ao Aeroporto do Galeão, no Rio, à 0h do dia 20 de janeiro de 1971", explica a reportagem da Folha, que teve acesso ao documento.

No avião, militares detiveram as passageiras Cecília Viveiros de Castro e Marilene de Lima Corona, mãe e cunhada do brasileiro exilado Luiz Rodolfo Viveiros de Castro, que tinham o endereço e o telefone de Rubens Paiva – quem as ajudaria a encontrar os destinatários de cartas que estavam em suas mãos, escritas por exilados políticos em Santiago. O documento (com carimbo oficial) relata que o ex-deputado foi encontrado no mesmo dia e levado para o DOI-Codi, assim como as duas mulheres.

Apesar de o informe clarear as investigações sobre o desaparecimento do político, ainda não estão esclarecidas as circunstâncias de sua morte e o destino de seu corpo. Nesta semana, serão revelados novos documentos pelo coordenador da Comissão da Verdade, Cláudio Fonteles, que confirmou a morte de Rubens Paiva pelo DOI-Codi numa entrevista recente ao portal iG.

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