Dois presos da Zelotes negociam delação premiada
Alexandre Paes dos Santos, o APS, e Mauro Marcondes, são investigados pela venda de decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf); os investigadores da Zelotes, no entanto, estão particularmente interessados nas informações que os dois detentos teriam a respeito de supostos pagamentos de propina em troca de medidas provisórias para beneficiar o setor automotivo; o escritório de advocacia de Marcondes teria feito um pagamento à LFT Marketing Esportivos, de Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, no valor de R$ 1,5 milhão
247 - Alexandre Paes dos Santos, o APS, e Mauro Marcondes, investigados pela venda de decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão ligado ao Ministério da Fazenda, iniciaram, por meio de advogados, negociações com investigadores da Força Tarefa da Operação Zelotes para aderir ao instituto de delação premiada.
Os dois acusados de negociar decisões do Carf e de atuar em pagamentos de propina em troca de medidas provisórias para beneficiar o setor automotivo.
Os presos da Zelotes sofreram derrotas no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF) ao entrarem com pedido de habenas corpus, o que, para investigadores, tem estimulado a disposição para a colaboração, segundo informação do jornalista Matheeu Leitão, do portal G1.
O escritório de advocacia de Marcondes teria feito pagamento à LFT Marketing Esportivos, de Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, no valor de R$ 1,5 milhão. A empresa é investigada na operação e a Polícia Federal realizou busca e apreensão em sua sede.
Os advogados da LFT negam o envolvimento e afirmam que o escritório foi contratado como prestadora de serviço e executou projetos devidamente entregues. Após pedido da defesa de Luis Cláudio, o TRF 1 decretou sigilo dos documentos apreendidos na LFT.