Dona da Daslu, Elena Tranchesi morre aos 56 anos

Proprietria do maior cone de consumo de luxo do Pas, empresria no resistiu ao cncer contra o qual lutava h cinco anos. Em 2009, ela foi condenada a 94 anos de priso por sonegao fiscal

Dona da Daslu, Elena Tranchesi morre aos 56 anos
Dona da Daslu, Elena Tranchesi morre aos 56 anos (Foto: VIDAL CAVALCANTE/AGÊNCIA ESTADO)

247 - Morreu no início desta madrugada, aos 56 anos, a empresária Eliana Piva de Albuquerque Tranchesi, dona da Daslu. Ela estava internada no hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Eliana não resistiu ao câncer contra o qual lutava desde 2006 e que acabou por afastá-la do comando da Daslu, o maior templo do consumo de luxo do país, fundado por sua mãe Lucia Piva, há 53 anos.

O velório da empresária acontece no hospital até às 14h desta sexta-feira. O enterro será no início da tarde, no cemitério do Morumbi, em São Paulo.

Além da luta contra o câncer, Eliana foi alvo de diversas investigações da polícia. Em 13 de julho de 2005, teve início a Operação Narciso, da Polícia Federal, onde Tranchesi era suspeita de cometer crime de sonegação fiscal nas importações da Daslu.

A dona da loja foi detida e liberada no mesmo dia. Antonio Carlos Piva Albuquerque, irmão de Eliana e seu sócio na butique, e Celso de Lima, ex-contador da Daslu e dono da importadora Multimport (uma das principais da loja) ficaram presos durante cinco dias.

Na época, a Daslu movimentava ao ano mais de R$ 400 milhões em vendas, segundo a conta de especialistas. Eram mil empregados, sendo 200 "dasluzetes" --apelido das vendedoras que recebem até R$ 15 mil (incluindo comissão) por mês.

Em março de 2009, Eliana Tranchesi e Antonio Carlos Piva de Albuquerque foram condenados a 94,5 anos, sendo três anos por formação de quadrilha, 42 anos por descaminho consumado, 13,5 anos por descaminho tentado e 36 anos por falsidade ideológica.

Em sua decisão, a juíza mencionou que a "organização criminosa" também deve ser presa por ter "conexões no estrangeiro" e ter dado prosseguimento aos crimes mesmo depois de descobertos a primeira vez (em 2005), mudando-se apenas o eixo de atuação de São Paulo para o sul do Brasil. "Os acusados praticaram crimes de forma habitual, como verdadeiro modo de vida, ou seja, são literalmente profissionais do crime", escreve Maria Isabel do Prado.

Em fevereiro de 2008, a BR Malls, maior empresa do setor de shoppings centers do país, anunciou que passaria a gerenciar a Villa Daslu --shopping com 70 lojas anexa à boutique de luxo Daslu. (Com informações da Folha)

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