Dono da Centauro declara apoio a Bolsonaro e pode sofrer boicote

O dono da rede de artigos esportivos Centauro, uma das maiores redes varejistas do país, Sebastião Bomfim, anunciou que irá votar no presidenciável Jair Bolsonaro (PSL); "Em outubro, vou de Bolsonaro. Está decidido", disse; ele admitiu que corre riscos ao assumir que apoia Bolsonaro: "Sem dúvida nenhuma vou sofrer discriminação. Levarei pedrada, mas paciência", disse

Dono da Centauro declara apoio a Bolsonaro e pode sofrer boicote
Dono da Centauro declara apoio a Bolsonaro e pode sofrer boicote

247 - O dono da rede de artigos esportivos Centauro, uma das maiores redes varejistas do país, Sebastião Bomfim, anunciou que irá votar no presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições de outubro. "Em outubro, vou de Bolsonaro. Está decidido", disse Bonfim ao jornal O Estado de São Paulo. Mais do que ideologia, a escolha do empresário por Bolsonaro foi pragmática. Para ele, Marina Silva (Rede) "tem essência de esquerda", Geraldo Alckmin (PSDB) "aderiu a tudo que sou contra", João Amoêdo (Novo) "não gosto do modelo do Novo". Na escolha final entre Álvaro Dias (Podemos) e Bolsonaro, ele diz que este último "é um fenômeno eleitoral. Um capitão chegar à Presidência é a mesma coisa que, na ótica civil, o torneiro mecânico chegar lá".

"Sem dúvida nenhuma vou sofrer discriminação. Levarei pedrada, mas paciência", comentou. "Estou em São Paulo. A elite aqui vota no Alckmin", ressaltou. Bonfim, que na última eleição votou no senador Aécio Neves (PSDB) diz não ter nada contra Alckmin que, sem sua opinião "foi um bom gestor", apesar de ter se deixado seduzir pela velha política ao se aliar aos partidos do chamado centrão (formado por DEM, PP, PRB, PR e SD). "O que eu não quero é o presidencialismo de coalizão. Quero menos ainda um petismo. E menos ainda uma ditadura", afirmou.

O empresário diz ter levado um susto quando Bolsonaro anunciou o General Hamilton Mourão (PRTB) como seu vice. "Veio aquele barulho de coturno, de caserna. Virou uma chapa militar. Vivenciei a ditadura. Não dá. Claro que eu desisti", disse. Apesar disso, sua opinião mudou após ter "uma reunião face to face com Bolsonaro e ver um cara com posições fantásticas", apesar de achar que não tem preparo adequado para assumir a Presidência da República.

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