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Brasil

Dor, emoção e lágrimas no Rio

Helicpteros da Polcia Civil lanam ptalas de rosas sobre cemitrio;milhares de pessoas acompanham; Laryssa, Mariana, Gssica e Larissa so as primeiras meninas a serem sepultadas

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247 – Foram sepultadas na manhã desta sexta-feira 8, no Rio de Janeiro, quatro vítimas do atirador Wellington Menezes de Oliveira. Duas meninas mortas, Laryssa Silva Martins, de 13 anos, e Mariana Rocha Souza, de 12, no cemitério do Murundu. Géssica Guedes Pereira, no cemitério Ricardo Albuquerque, às 15h00. Larissa dos Santos Atanázio, de 13, no cemitério da Saudade. Helicópteros da Polícia Civil fizeram voos rasantes sobre os velórios, lançando pétalas de rosas do céu. Autoridades da área de segurança do Rio compareceram. A Prefeitura disponibilizou ônibus para o transporte gratuito das pessoas até os locais dos sepultamentos.

Ontem, as crianças que estudam na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio, onde o atirador Wellington Meneses de Oliveira matou dez meninas e dois garotos, descreveram aos jornalistas que cobrem a tragédia como tudo aconteceu. “Ele atirava para baixo, para acertar o pé das crianças. Quem pediu para ele parar acabou ficando com o revólver encostado na cabeça. Daí ele disparava”, contou uma aluna. “Ele entrava nas classes atirando. Saia de uma e entrava em outra. Todo mundo gritava. Uma professora boa fechou a porta da sala e pediu para todo mundo ficar quieto, sem gritar. Assim ele não entraria. Muitos amigos se esconderam em baixo das mesas”.

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A ação do atirador foi premeditada, covarde e absolutamente cruel (veja vídeo abaixo, que contém imagens fortes). O assassino, de 24 anos, planejou toda a ação dentro da escola. Foi registrado numa página de Orkut supostamente pertencente a ele: “É hojeee 7/4/2011”. Munido de dois revólveres, um calibre 38 e outro 32, além de farta munição, que carregou num cinturão, ele matou 12 crianças – dez delas meninas. Estava em roupas de combate, com luvas. Wellington foi atingido na perna pelo tiro dado pelo sargento da PM Márcio Alexandre Alves, o primeiro a chegar ao local, ainda com o massacre em andamento. O assassino acabara de sair de uma sala de aula e tentava subir do segundo para o terceiro andar da escola, onde pretendia fazer mais mortes entre as crianças. O ataque começou por volta das 8h10. Mais de vinte crianças deram entrada em estado grave no centro cirúrgico do hospital Albert Schweitzer. "Em 26 anos como policial militar, foi a pior cena que já presenciei", descreveu o coronel Djalma Beltrame em entrevista à Band News. "Ele era um alucinado mental com características de fundamentalista religioso". O assassino deixou uma carta (leia trechos).

A presidente Dilma Rousseff, que iria discursas numa cerimônia para empreendedores, cancelou o pronunciamento, chorou e pediu um minuto de silencio pelos “brasileirinhos”. Mais tarde, decretou luto oficial por três dias. No Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral classificou o assassino como “animal” e “psicótico”. Foi decretado luto por sete dias.

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Entrevistada pelo jornalista Ricardo Boechat, a irmã de criação de Wellington, Roseleine, informou que ele tinha comportamento "muito estranho, sem amigos". No ano passado, deixou a barba crescer, ao estilo dos fundamentalistas islâmicos. Ele fora demitido da fábrica de alimento que trabalhava em razão da “mudança de comportamento” verificada recentemente. Segundo Roseleine disse à BandNews, Wellington passava dias inteiros navegando pela internet, em páginas em torno da religião muçulmana. Homens do batalhão da PM de Bangu, próximo ao local, isolaram a escola, cercada por pais de alunos em estado de choque. Pais que foram socorrer seus filhos descreveram o local, após os tiros, como "cena de guerra". Dezenas de alunos deixaram as salas de aula e se aglomeraram em frente ao prédio. O hemocentro do Rio pediu doações de sangue, para as crianças feridas. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, foi ao local. A escola não era vigiada pela polícia. O atirador começou seus disparos desde a calçada da escola. Entrou e continuou com sua ação bárbara. Ele teve chance de recarregar seus revólveres por diversas vezes. A escola estava em aulas, com cerca de 400 alunos. Comemorava-se o 40º aniversário da instituição, que também abriga alunos especiais, com deficiências visuais e auditivas. A PM do Rio apresentou à imprensa os policiais que primeiro chegaram ao local. “Estávamos numa operação perto da escola quando um aluno baleado nos pediu socorro”, disse o sargento da PM. “Encontrei o meliante no segundo andar da escola. Disparei um tiro, que pegou na perna dele. Neste momento, ele se deu um tiro na cabeça e se matou”.

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