Doria diz que PSDB está na "mesa principal" para enfrentar Bolsonaro e a esquerda em 2022

O governador de São Paulo, João Doria, diz em entrevista à Folha de S.Paulo que o PSDB deve sentar na mesa principal das discussões sobre a frente contra Jair Bolsonaro e a esquerda em 2022

João Doria
João Doria (Foto: GOVSP)
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247 - O governador de São Paulo, João Doria afirma nesta quarta-feira (2), em entrevista à Folha de S.Paulo, que o PSDB tem de estar sentado na mesa principal das discussões sobre a coalizão que vai enfrentar, por um lado Jair Bolsonaro e, por outro, a esquerda em 2022.

A disposição de Doria para se lançar nacionalmente é tanta, que ele afirma que vai usar como seu grande ativo eleitoral o fato de que São Paulo poderá avançar rapidamente com sua campanha de vacinação contra a Covid-19. Diz ainda que os tucanos estariam dispostos a abrir mão do governo de São Paulo para facilitar a formação de uma frente que seja capaz de enfrentar simultaneamente Jair Bolsonaro e a esquerda. 

Em entrevista ao jornalista Igor Gielow, Doria defende uma frente em nome de um “novo Brasil” e se diz um antiextremista. Ele admite, como sugeriu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, nacionalizar seu nome utilizando a vacina contra a COvid-19 como ativo eleitoral. Também diz que o manejo da pandemia, em oposição à balbúrdia da gestão Bolsonaro, será ativo eleitoral em 2022.

Diante da pergunta se Jair Bolsonaro e a esquerda foram os principais perdedores nas eleições municipais, Doria diz que sim. E que isso é uma bússola para 2022. "Os perdedores foram os extremos nessa eleição. Olhando o Brasil, tanto a extrema esquerda quanto a extrema direita. Talvez seja cedo para dizer que a indicação de 2020 seja válida para 2022, mas ela é uma bússola. A população votou contra o populismo de direita e de esquerda".

O jornalista questiona se a vacina e o comportamento na pandemia serão um ativo político em 2022. Doria responde indiretamente que sim. "Não acredito que a vacina, mas aqueles que trabalharam ao lado da medicina, da ciência e da saúde. Esses terão um ativo reconhecido. Os negacionistas perderam seus ativos", numa alusão a Jair Bolsonaro.

O governador de São Paulo considera que provavelmente até 15 de dezembro, segundo todas as indicações, a vacina chinesa em parceria com o Instituto Butantan, será liberada. "Ela já tem 95% de segurança e 97% de resposta imune provada em testes. Foi a maior testagem de vacina no Brasil. A Anvisa tem no limite 30 dias para fazer sua manifestação final e definitiva. A partir disso, e espero que ela seja isenta na análise, a vacina pode ser usada".

Doria nega que tenha sido um estelionato eleitoral afirmar antes do pleito que não haveria alteração na abertura da economia e ampliar as restrições ao comércio e aos serviços menos de 24 horas depois de proclamado o resultado em que seu candidato à Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas, foi vitorioso.  

Voltando a se referir à eleição presidencial de 2022, o jornalista pergunta: "O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cita o sr. e Luciano Huck como nomes fortes para uma frente anti-Bolsonaro, mas também Ciro Gomes (PDT). Hoje, o ex-ministro descartou um acordo com o PT ou com o sr. Qual sua visão sobre essas conversas do DEM?" Para Doria, "as conversas não devem estabelecer prévias. Devem ser amplas e abrigar todos que aceitarem dialogar pela formação de um centro democrático para um projeto de um novo Brasil. Não pode ter censura prévia, esse sim, esse não, por alguma circunstância no passado". Afirma ainda que "todos os nomes que possam formar o centro democrático e colaborar para um projeto devem fazer parte. Inclusive Moro".

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