Duas fotos da manhã de hoje na Zona Leste da Grande São Paulo

Um cavalo cai numa vala; um carro desaba sobre a sala; meia hora entre os dois fatos inusitados

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Marco Damiani, 247 _ As duas cenas aconteceram num intervalo não muito superior a meia hora – e na mesma Zona Leste da Grande São Paulo, nesta quinta-feira 26.

Primeiro foi o cavalo de pouca sorte. Desatado da estaca que prendia a corda que não o deixava dar passo, trote ou galope, ele pode fazer o que bem queria. E isso não era muito mais do que circular por ali mesmo, na periferia de Guarulhos, explorando os terrenos cheios de mato para mascar todo o capim que surgisse pela frente. Curiosidade, fome, liberdade, até. Mas eis que, num movimento igual aos outros, tocou a ferradura de uma das mãos – é assim que se chamam as patas da frente dos eqüinos – num vazio que deve ter-lhe parecido, naquele segundo, sem fim. Era um buraco camuflado pela ramagem. Ninguém viu como foi, mas ele deve tentado se safar, pular, se debater, tanto que, quando os bombeiros o encontraram, por volta das 7h40 desta quinta 26, ele estava com o traseiro encostado no fundo, e a cabeça machucada saltando para fora daquela espécie de poço. Com cordas que pareciam com aquela que o prendia poucos minutos antes, os bombeiros o retiraram após terem, é claro, algum trabalho. Quando machucados com gravidade, o destino dos cavalos, infeliz verdade, é quase sempre o sacrifício.

Minutos depois e, repita-se, na mesma ZL dos “manos e das minas”, uma laje ruiu. Sobre ela, como é típico do estilo puxadinho, lá estava um bom carro preto. Que, sim, a lei da gravidade trouxe abaixo para fincá-lo em plena sala de estar. Ninguém estava lá para dividir com ele o mesmo espaço. A sorte que faltou ao cavalo de Guarulhos sobrou às pessoas do Parque São Rafael, separados eles por poucos quilômetros, na mesma manhã da paulicéia inusitada.

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