Duas mil Louis Vuitton: verdadeiras ou falsas?

Milhares de bolsas demarcas internacionais so apreendidas com chineses emBraslia; Polcia Civil no sabe dizer se os produtos so originais epercia depende da boa vontade das grifes

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Duas mil Louis Vuitton: verdadeiras ou falsas? (Foto: Divulgação / PMDF)


Noelle Oliveira _Brasília 247 – Dois microônibus da Polícia Militar foram necessários para recolher cerca de duas mil bolsas Louis Vuitton e Victor Hugo de origem irregular estocadas em um apartamento na Asa Norte neste domingo (4). Os produtos estavam com três orientais que vivem em dois apartamentos alugados na 410 Norte. A polícia chegou ao material depois que um dos chineses foi abordado enquanto guardava sacos de lixo no porta-malas de um carro.

O volume da mercadoria encontrado no apartamento era tanto que os policiais resolveram atirar as bolsas pelas janelas dos apartamentos – quase que completamente tomados com os sonhos de consumo femininos – para facilitar o recolhimento. Foi uma chuva de bolsas de grife, cujo exemplar original custa, em média, R$ 3 mil. De uma vez, podem ter sido apreendidos, portanto, algo próximo de R$ 6 milhões. “Podem ter sido” porque a Polícia Civil não soube identificar se o produto é legítimo ou não.

Para comprovação, as bolsas precisam passar por perícia, mas provar a autenticidade desse tipo de produto não é fácil. Para aferir a origem das bolsas, a polícia precisa que as grifes correspondentes enviem um produto que sirva de parâmetro ou pelo menos um esboço de cada um dos modelos apreendidos. “Já tivemos casos em que as marcas não se mostraram muito interessadas. Isso é bem complicado de ser feito”, explicou o delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia, Silvério Antonio.

A princípio, a polícia avalia que o material parece verdadeiro, mas isso não muda o fato de a atitude dos chineses ser irregular. “Eles ainda não apresentaram notas fiscais comprovando que os produtos tenham entrado de forma legal no país”, destacou o delegado. Silvério vai intimar o trio chinês a apresentar a documentação e, caso isso não ocorra, os envolvidos podem responder por descaminho e contrabando.

Feira do Guará

Um dos chineses envolvidos possui uma banca de produtos na Feira do Guará, mas a polícia ainda não vistoriou o local. Na mesma feira, cada bolsa do tipo é vendida a valores que variam de R$ 100 a R$ 400. “Ele está regular no país e não há nada contra o seu estabelecimento”, explica o delegado.

Apenas um dos orientais do grupo está em situação irregular no Brasil. Ele foi o único que fugiu. Com o passaporte vencido, o estrangeiro pode ser deportado. Junto com as bolsas, foram encontrados R$ 14 mil. Caso os chineses apresentem a nota fiscal dos produtos, poderão reaver toda a mercadoria. Se não for possível periciar o material, o caso será encaminhado à Justiça, que vai definir o destino dos produtos.

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