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Brasil

E o Brasil marchou pela liberdade de expressão

Em 41 cidades, milhares de brasileiros saram s ruas, em paz, com bom humor, por seus direitos individuais

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Fernando Porfírio_247 - A Marcha da Liberdade, manifestação inspirada no ato na cidade de São Paulo no dia 28 de maio, depois da proibição da Marcha da Maconha, ganhou projeção nacional. Neste sábado 18, a marcha cresceu e se multiplicou por 41 cidades brasileiras, em 24 Estados. De Rio Branco, no Acre, até Porto Alegre e Santa Maria, no Rio Grande do Sul, milhares de pessoas se juntaram nas ruas pela liberdade de manifestação e expressão. E o melhor: sem incidentes.

O movimento ganhou força com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal que, na última quarta-feira (15), por votação unânime, dos oito ministros presentes à sessão do processo, afirmou que a “Marcha da Maconha é expressão concreta do exercício legítimo da liberdade de reunião”.

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Na capital paulista, a passeata ocorreu a partir das 16h00, no vão livre do Masp. Mais de 100 organizações participaram do movimento, entre elas a ALGBT (Associação Brasileira de Gays Lésbicas e Transexuais), Marcha Mundial de Mulheres, Bicicletada de São Paulo, Frente de Luta por Moradia e o Comitê Contra o Genocídio da População Negra.

Cerca de 2 mil pessoas se reuniram em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, para a Marcha da Liberdade. Muitos manifestantes levaram cartazes cujos dizeres faziam alusão à liberdade de expressão e de manifestação. Outros pediam a legalização do uso da maconha e lembravam efeitos medicinais associados à cannabis. Alguns preferiram usar máscaras. Entre as palavras de ordem, "Ei, polícia! Maconha é uma delícia!", "Vem Bolsonaro! Sai do armário!" e "Maconheiros apoiam os bombeiros!".

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Ex-ministro do governo Lula e atual secretário de Estado do Meio Ambiente, Carlos Minc, acompanhou a manifestação. "É preciso rever as políticas públicas sobre drogas. Precisamos discutir o assunto com a sociedade", afirmou Minc, que participou de eventos anteriores da Marcha da Maconha. Os manifestantes ocuparam uma das faixas da Avenida Atlântica e caminharam entre o Posto 6 e o Leme. A Companhia de Engenharia de Trânsito acompanhou o evento, que não interrompeu o tráfego na orla de Copacabana.

Pelo Brasil, as marchas ganharam nomes e personagens distintos. Em Brasília e no Recife, por exemplo, houve a Marcha das Vadias. A Marcha dos Travestis ocorreu em Salvador. Em Londrina, aconteceu a Marcha dos Ciclistas. A Marcha dos Nordestinos se deu em Fortaleza, a partir da igreja de São Pedro. O certo é que a manifestação do Supremo, feita a partir da questão da maconha, destampou uma série de atos pacíficos e bem humorados de um povo que não quer muito mais do exercer, na plenitude, o direito de se expressar sobre o que bem entender. Com tantas marchas, sem dúvida o Brasil deu um passo à frente na questão da liberdade de expressão.

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