“É simbólico que diante da reconstrução do Brasil seja reconstruída a verdade”, diz Maria do Rosário sobre decisão de Toffoli
Ministro do STF afirmou que a prisão de Lula foi “armação” e declarou imprestáveis provas obtidas a partir do acordo de leniência da Odebrecht
247 — A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) comentou sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli declarou imprestáveis os elementos de prova obtidos a partir do acordo de leniência da Odebrecht com a Lava Jato. Toffoli também afirmou que a prisão ilegal do presidente Lula (PT) foi fruto de uma “armação” e caracteriza “um dos maiores erros judiciários da história do país”.
“Mesmo em meio a tragédia que vivemos no RS, por conta das enchentes e chuvas, é fundamental fazer esse registro histórico. O ministro do STF, Dias Toffoli, decidiu anular hoje todas as provas obtidas a partir de delações da Odebrecht e considerou a prisão do presidente Lula (PT) como ‘um dos maiores erros da história do país’. É fato simbólico que diante da reconstrução que estamos reconstruindo no Brasil, seja reconstruída também a verdade”, escreveu a deputada no Twitter. “A frase do ministro é terminativa e vale ser repetida. A prisão do presidente Lula foi um dos maiores erros da história do país”, concluiu.
Toffoli destacou que a prisão de Lula “foi o verdadeiro ovo da serpente dos ataques à democracia e às instituições que já se prenunciavam em ações e vozes desses agentes contra as instituições e ao próprio STF. Ovo esse chocado por autoridades que fizeram desvio de função, agindo em conluio para atingir instituições, autoridades, empresas e alvos específicos. (...) Sob objetivos aparentemente corretos e necessários, mas sem respeito à verdade factual, esses agentes desrespeitaram o devido processo legal, descumpriram decisões judiciais superiores, subverteram provas, agiram com parcialidade (vide citada decisão do STF) e fora de sua esfera de competência. Enfim, em última análise, não distinguiram, propositadamente, inocentes de criminosos. Valeram-se, como já disse em julgamento da Segunda Turma, de uma verdadeira tortura psicológica, um pau de arara do século XXI, para obter 'provas' contra inocentes”.