Eduardo Bolsonaro é vaiado em loja da Apple em Nova York (vídeo)

Eduardo Bolsonaro foi vaiado e chamado de "vergonha brasileira" quando fazia compras na Apple Store da 5ª Avenida

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(Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados | Reprodução)


247 - O deputado Eduardo Bolsonaro, que está em Nova York na comitiva do pai, Jair Bolsonaro, foi vaiado nesta segunda-feira (20), quando fazia compras na Apple Store da 5ª Avenida, uma das lojas mais famosas do mundo.

Eduardo Bolsonaro foi vaiado e chamado de "vergonha brasileira". Confira:


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Leia também matéria da Rede Brasil Atual sobre o assunto:

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‘O mundo não espera mais nada de Bolsonaro’, diz professor sobre discurso na ONU

Nesta terça-feira (21), um chefe de governo brasileiro discursa na abertura da 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas, como ocorre tradicionalmente desde 1955. Mas o que Bolsonaro vai dizer ou deixar de dizer na ONU pouco importa aos principais líderes do mundo. É como avalia o professor Giorgio Romano Schutte, da Universidade Federal do ABC (UFABC). Isso porque, segundo o professor de Relações Internacionais, o mundo não espera mais nada de Bolsonaro. “Se antes havia uma expectativa e uma curiosidade, agora todo mundo já formou opinião, de que é uma carta fora do baralho”, diz.

Para Giorgio Romano, se há um interesse grande, e justificado, pelo Brasil – pela importância do país –, politicamente há no mínimo indiferença pelo atual presidente. “Ninguém vai acreditar se ele disser que o Brasil é ‘campeão do meio ambiente’, por exemplo.”

No ano passado, a assembleia foi realizada virtualmente, devido à grave crise sanitária global. Jair Bolsonaro “analisou” a conjuntura em meio à pandemia dizendo que, “como aconteceu em grande parte do mundo, parcela da imprensa brasileira também politizou o vírus, disseminando o pânico entre a população, sob o lema ‘fique em casa e a economia a gente vê depois’”. Também defendeu a liberdade religiosa e o combate à “cristofobia”. Comentou os catastróficos incêndios na Amazônia e no Pantanal dizendo que o Brasil era vítima de uma “campanha brutal” de desinformação com “interesses” escusos.

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Expectativas de mais mentiras

Antes, em 2019, com pouco menos de nove meses de mandato e cerca de três meses antes do primeiro caso de covid-19 confirmado oficialmente na China, Jair Bolsonaro fez o discurso na Assembleia Geral da ONU louvando a si mesmo, como o salvador que livrou o Brasil do pior dos males. “Meu país esteve muito próximo do socialismo”, disse. Ilustrou com “um acordo (de 2013) entre o governo petista e a ditadura cubana (que) trouxe ao Brasil 10 mil médicos sem nenhuma comprovação profissional”, em referência ao exitoso programa Mais Médicos, implementado pelo governo Dilma Rousseff.

Assim, em 2021, o mandatário brasileiro já chegou a Nova York protagonizando um episódio que deveria ser vexaminoso para o presidente de uma das maiores democracias do mundo. Mas para ele parece natural: como restaurantes na cidade não permitem refeições em ambientes internos de pessoas que não estejam vacinadas contra covid-19, ele e sua comitiva – incluindo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga – comeram pizza na calçada de um estabelecimento na noite de domingo. Depois disso, o constrangimento se repetiu no almoço de hoje, também do lado de fora de uma churrascaria. Isso porque Bolsonaro se recusa a tomar vacina.

No discurso, ele deverá abordar a questão ambiental e a vacinação contra a covid, que – segundo o presidente e o próprio Queiroga – é um sucesso. Portanto, a expectativa é de que minta mais uma vez. Promete fazer críticas, veladas ou diretas, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao marco temporal, tese defendida pelo agronegócio, cujo julgamento está suspenso na corte com empate em 1 a 1 até o momento.

Isolamento

“O que eu devo falar lá? Algo nessa linha: se o marco temporal for derrubado, se tivermos que demarcar novas terras indígenas, hoje em dia temos aproximadamente 13% do território nacional demarcado como terra indígena já consolidada. Caso tenha-se que levar em conta um novo marco temporal, essa área vai dobrar”, disse a apoiadores antes de embarcar. Não apresentou nenhuma prova do que disse.

Mais isolado após a vitória de Joe Biden nos Estados Unidos, Bolsonaro só tem reuniões agendadas com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e o ultradireitista presidente da Polônia, Andrzej Duda. “Há muitas coisas acontecendo no mundo que vão ocupar espaço nessa Assembleia Geral”, diz Giorgio. Entre elas, o problema do Afeganistão, a pandemia de covid e a crise envolvendo França, de um lado, e EUA e Inglaterra de outro, após anúncio – pelos norte-americanos e ingleses – de parceria para fornecer submarinos nucleares à Austrália. Descartada inesperadamente do negócio, na sexta-feira (17) a França chamou os embaixadores em Washington e Camberra (capital australiana) para consultas.

“Tem muita expectativa pelas falas de Biden (em seguida à de Bolsonaro), de (Emmanuel) Macron, a questão do clima. Ninguém está interessado no que Bolsonaro vai dizer. Não há nenhuma relevância para o mundo”, reitera o professor da UFABC. Apesar disso, o fiel ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, parece acreditar no contrário. “A mensagem que o Brasil dará na Assembleia-Geral da ONU é aguardada por milhões de pessoas em todo o mundo”, escreveu no Twitter.

“O que o brasileiro vai falar é para o público interno”, diz Giorgio Romano. Ou seja, Bolsonaro deve mais uma vez usar a ONU para produzir conteúdo para as redes bolsonaristas. “E ainda tem o ano que vem”, lamenta o professor.

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