Educação, saúde e meio ambiente pioram em seis meses de governo Bolsonaro

Levantamento feito com 87 indicadores oficiais, 44 pioraram no primeiro semestre da gestão do governo Jair Bolsonaro. Entre os indicadores que mais apresentam deterioração estão os de educação, saúde e meio ambiente

Bolsonaro propõe barbaridades na educação
Bolsonaro propõe barbaridades na educação (Foto: Reuters)

247 - Em levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo aponta que em 87 indicadores nacionais, que vão da economia ao meio ambiente, a maioria regrediu nos primeiros seis meses de governo Jair Bolsonaro.

Dos 87 indicadores oficiais analisados, 44 pioraram, 15 permaneceram estáveis e 28 apresentaram alguma melhora. "Entre os indicadores que mais apresentam deterioração estão os de educação, saúde e meio ambiente", destaca a reportagem.

Quando analisados os índices econômicos, sob o comando do ministro Paulo Guedes, os setores que mais regrediram foram o comércio exterior, indústria e endividamento das famílias.

Na avaliação do economista Simão Silber, professor da USP e membro do conselho da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) ouvido pela Folha, a retomada viria mais rápido com um empenho do governo na realização de obras.

"O governo federal está com milhares de obras paradas. Teria que fazer uma triagem das que não são um fracasso para concluir, além de acelerar um pouco o programa Minha Casa Minha Vida", afirmou.

Na educação, só houve melhora em apenas 1 de 12 indicadores elencados na área de educação: o ministério ofereceu mais contratos do Fies, o programa de financiamento estudantil. No entanto, os cortes no orçamento leveram a queda no número de bolsas de pesquisa e esvaziamento de ações para a educação básica. Investimentos federais para bolsas de alfabetização e apoio à educação integral foram zerados.

O corte de R$ 5,8 bilhões do orçamento, impactou desde educação infantil à pós-graduação.

Na saúde, os dados apontam piora na oferta de assistência básica, área que representa a porta de entrada para o SUS. "Um exemplo é a queda no número de médicos que atuam nas unidades básicas de saúde, locais que, no parâmetro ideal, deveriam resolver até 80% dos casos que chegam ao sistema. Antes em crescimento, o número de profissionais passou de 30 mil, segundo dados de junho do último ano, para 26 mil neste ano", aponta a reportagem, destacando ainda a queda no número de agentes comunitários de saúde.

Segundo especialistas ouvidos pela Folha, o desmonte do programa Mais Médicos é a principal causa da piora dos índices.

No meio ambiente, recente foco de crise entre Bolsonaro e técnicos da área, o desmatamento na Amazônia subiu 25% nos meses de abril, maio e junho de 2019 em comparação a mesmo período de 2018.

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