“Efeito Joesley” pode causar avalanche de delações, diz Lava Jato

“A delação da JBS, pela amplitude política de suas revelações, deve gerar uma avalanche de procura por acordos”, disse Carlos Fernando do Santos Lima, procurador regional da República da Lava Jato no Paraná; membros da força-tarefa da operação e advogados especializados esperam crescimento no número de candidatos a colaboradores, em especial políticos e assessores, que podem ampliar denúncias contra Michel Temer; só em Curitiba, são cerca de 15 negociações em andamento

PR - COLETIVA LAVA JATO - POL�TICA - Deltan Dallagnol, Paulo Roberto Galvao, Carlos Fernando dos Santos Lima
PR - COLETIVA LAVA JATO - POL�TICA - Deltan Dallagnol, Paulo Roberto Galvao, Carlos Fernando dos Santos Lima (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A delação dos executivos do Grupo J&F deve abrir uma nova temporada de acordos de colaboração premiada na Operação Lava Jato. Investigadores e advogados esperam um crescimento no número de candidatos a colaboradores, em especial políticos e assessores, que podem ampliar denúncias Michel Temer.

São cerca de 15 negociações em andamento apenas em Curitiba, origem da força-tarefa que apura esquema de corrupção na Petrobrás. Os ex-ministros Antonio Palocci (ex-Fazenda e ex-Casa Civil nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, respectivamente) e Guido Mantega (ex-Fazenda de Lula e Dilma.

As informações são de reportagem de Ricardo Brandt e Fausto Macedo no Estado de S.Paulo.

“A delação da JBS, pela amplitude política de suas revelações, deve gerar uma avalanche de procura por acordos”, disse Carlos Fernando do Santos Lima, procurador regional da República da Lava Jato no Paraná.

Com 158 acordos de delação e dez de leniência – espécie de delação para pessoas jurídicas – fechados, em Curitiba, em pouco mais de três anos de investigações da Lava Jato, o recado implícito no acordo dos irmãos Joesley e Wesley Batista, segundo os delatores, foi claro: quem primeiro procura o Ministério Público Federal (MPF) mais benefícios obtém.

Procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e Brasília, ouvidos pela reportagem, avaliam que as negociações de novas delações sofrerão um “efeito Odebrecht-J&F”. No domingo, 4, o Estado mostrou que o acordo assinado com os irmãos Batista, criticado pelos benefícios concedidos, rende até 2 mil anos de perdão das penas."

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