Eleonora: declaração de Damares representa o grau de misoginia do governo

Em nota enviada ao 247, a ex-ministra dos Direitos Humanos Eleonora Menicucci criticou Damares Alves, atual titular da pasta, após a declaração de que "manter a Casa da Mulher [Brasileira] pelo ministério é impossível"; segundo Eleonora, o recado, além de ser desastroso, "é lamentável para as mulheres que necessitam desses serviços, representa o grau de misoginia que este governo trata as mulheres"

Eleonora: declaração de Damares representa o grau de misoginia do governo
Eleonora: declaração de Damares representa o grau de misoginia do governo (Foto: Esq.: Wilson Dias - ABR / Dir.: Elza Fiúza - ABR)

247 - A ex-ministra dos Direitos Humanos Eleonora Menicucci criticou Damares Alves, atual titular da pasta, após a declaração de que "manter a Casa da Mulher [Brasileira] pelo ministério é impossível".

"A fala da Ministra Damares ontem na Câmara que seu Ministério não tem recursos para continuar com a política publica das Casas da Mulher Brasileira, além de ser desastrosa é lamentável para as mulheres que necessitam desses serviços, representa o grau de misoginia que este governo trata as mulheres", disse Eleonoro em nota enviada ao 247.

"Exatamente quando se sabe que nos 100 dias de desgoverno fascista, fundamentalista, misógino e ultra neoliberal o aumento dos feminicídios e estupros estarrecem todas as pessoas de bem", acrescentou.

De acordo com a ex-ministra, "não priorizar uma política pública fundamental que enfrenta, combate e acolhe as mulheres vitimas de violência é por que para este governo a ordem permissão para matar se tornou prioridade". "Nos nossos governos priorizamos essa política , investimos no total mais de 360 milhões por que para nós a vida das mulheres importam e a violência doméstica e sexual é uma violação dos direitos humanos".

A ministra Damares afirmou nesta terça-feira (16) que o governo pretende "continuar o programa, talvez em um formato menor. A gente quer encontrar alternativa", diz. "Temos que encontrar uma alternativa, mas o ministério não tem como custear".

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