Ellen ao 247: “Embargos não existem mais”

Ex-presidente do STF diz ao 247 que votaria com o ministro Joaquim Barbosa, no sentido de manter os resultados do julgamento da AP 470; "a legislação mudou, se atualizou e terminou com essa figura jurídica", avaliou, referindo-se aos embargos infrigentes interpostos pelos advogados dos réus, que serão julgados em breve e podem reverter algumas condenações; pela primeira vez, ela falou sobre sua saída do Conselho de Administração da OGX, de Eike Batista; "Eike está, para mim, como o Barão de Mauá, pelo pioneirismo", comparou

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Marco Damiani _247 – Com a revista americana Vanity Fair nas mãos, a ex-ministra do STF Ellen Grace deixa logo claro seu gosto pela tecnologia. "Não precisaria comprar essa revista, que poderia ler no meu iPad, mas é para ter uma ocupação no avião", diz ela, São 14h45 desta quarta-feira 13, e ela se lamenta de, bem na hora em que irá voar Rio-São Paulo, o Supremo estará abrindo a sessão de julgamento dos embargos. "Eu acolhi a denúncia e procurei ajudar muito o ministro Joaquim (Barbosa) na na logistica do processo. Foi na minha gestão que tudo foi disponibilizado na internet para os advogados", lembra ela.

Neste momento, sem dúvida, Ellen, caso estivesse com a toga de juíza do STF, acompanharia o voto acompanharia o voto do reltator da AP 470. "O ministro Joaquim está certo. Essa lei dos embargos infringentes não existe mais. A sociedade se modernizou e a legislação foi atualizada. O julgamento valeu".

No momento, a ministra, acostumada a frequentas as páginas do noticiário do setor de Justiça, tem seu nome circulando nas páginas de economia da mídia. Até recentemente, ela foi integrante do Conselho de Administração do grupo OGX, de Eike Batista. Junto com o ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan, ela renunciou ao posto. Ao 247, tratou do assunto:

"Sobre os motivos da minha saída, especificamente, eu não posso falar, A CVM está investigando isso", pontua. Mas não se furta a prosseguir com sua reflexão:

- Mas continuo gostando muito do Eike como empreendedor. Petróleo, como você sabe, é um investimento de risco. Ele arriscou. Eu o comparo ao Barão de Mauá, pelo empreendedorismo, o pioneirismo".

Ex-conselheira prossegue:

- Os ativos do grupo são valiosíssimos, essa história ainda não acabou. Agora mesmo há, ao que parece, esse interesse de um grupo dos Emirados Árabes para investir na OGX. Quem sabe Eike ainda não vira esse jogo?

Hoje advogada e especialista em arbitragem, Ellen Gracie não se arrepende de ter sido candidata, pelo Brasil, cuja candidatura à OMC não emplacou. "O governo fez tudo o que podia, mas alguma coisa está errada em um país da dimensão do nosso, que tem menos representantes nos organismos internacionais do que, por exemplo, a Costa Rica com os teus quatro milhões de habitantes. Nossa presença deveria ser muito maior". Preferindo não manifestar uma aposição ao governo Dilma, a ex-ministra faz as suas ressalvas. "A presidente Dilma assumiu muito ligada ao ex-presidente Lula. Ela enfrenta muitas dificuldades, mas estou certa de que é uma pessoa que vai dormir preocupada com os problemas nacionais. Ela é bem intencionada, mas nem sempre isso basta".

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