Em áudio, médico de Bolsonaro minimizou Covid-19 e espalhou fake de que vacina matou voluntário brasileiro

Cirurgião Antonio Luiz Macedo divulgou áudio no qual afirma que a vacina contra a Covid-19 causou a morte de um voluntário brasileiro. No entanto, o brasileiro estava no grupo que não recebeu a vacina

(Foto: Reprodução)
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247 - O cirurgião Antonio Luiz Macedo, médico de Jair Bolsonaro, divulgou um áudio em que espalhou uma notícia falsa sobre testes da vacina contra a Covid-19. Segundo ele, a vacina causou a morte de um voluntário brasileiro e a população não deve servir de “cobaia”. Ele omite, porém, que o voluntário morreu em decorrência de complicações provocadas pela Covid-19. O brasileiro estava no grupo que não recebeu a vacina, mas outro medicamento, imunização ou placebo, sem efeito nenhum, para comparação de eficácia e efeitos colaterais.

No áudio, que viralizou em grupos de WhatsApp, Macedo pede “respeito aos brasileiros: "nós não somos cobaias para sermos testadas com vacinas que não têm aprovação de ninguém”. Ele diz ainda que é preciso “mais seriedade, com menos oba-oba, de modo que não se admita que um médico de 28 anos de idade morra testando uma vacina”. “Pare de se testar vacina, vacina não é para se testar, vacina é para se aprovar se os dados da vacina fornecerem segurança para o médico autorizar”, diz o cirurgião em outro trecho do áudio, de acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

Macedo também critica o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), por ter afirmado que a vacinação com a CoronaVac, desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, será obrigatória no Estado. 

“Quem autoriza vacinação não são leigos governadores ou prefeitos ou quem quiser da rede pública...quem autoriza a vacinação é o médico do paciente, que é o responsável”, diz. “Se nós escutarmos o que os nossos governadores de cima, o nosso presidente e toda sua equipe falando, e o presidente da Anvisa falando, nós saberemos o momento certo de usar a vacina e qual vacina a ser usada”, completa ele em seguida.

Em  entrevista à repórter Patrícia Campos Melo, o médico diz ainda que a Covid-19, “se for bem tratada, não mata ninguém". Neste sábado, o Brasil registrou 159,9 mil mortes provocadas pela doença. 

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