Em briga de compadre sempre sai a verdade, diz Boulos sobre racha entre Temer e Alckmin
O presidenciável Guilherme Boulos (Psol) repercutiu os vídeos de Michel Temer em que o emedebista manda recado ao candidato ao Planalto Geraldo Alckmin (PSDB) reforçando que a sigla tucana participou do atual governo; "Essa briga entre Temer e Alckmin, como dizia Orestes Quércia, em briga de compadre, sempre sai verdade", disse
247 - O presidenciável Guilherme Boulos (Psol) repercutiu os vídeos de Michel Temer no Twitter em que o emedebista manda recado ao candidato ao Planalto Geraldo Alckmin (PSDB) reforçando que a sigla tucana participou do atual governo. "Essa briga entre Temer e Alckmin, como dizia Orestes Quércia, em briga de compadre, sempre sai verdade", disse Boulos nesta quinta-feira (6) em sabatina Folha/Uol/SBT. Boulos também disse que "o Brasil vive uma crise de destino". "Estamos diante de um penhasco. E tem gente querendo dar o próximo passo".
No vídeo, Temer diz: "O PSDB, Geraldo, apoiou meu governo. Não faça como aqueles que falseiam, que mentem para conseguir votos, influenciado pelo marqueteiro. Seja realista. Conte exatamente a verdade".
O candidato do Psol criticou Alckmin, a vice dele, Ana Amélia (PP-RS), e o também candidato ao Palácio do Planalto Jair Bolsonaro (PSL), que, segundo o pessolista, querem responsabilidade seu partido pelo incêndio que destruiu cerca de 90% do Museu Nacional, zona norte do Rio. "Não foi o PSOL que ajudou a aprovar esse PEC do Teto de gastos. Não posso admitir que gente hipócrita como Geraldo Alckmin, Ana Amélia, Jair Bolsonaro que aprovaram o congelamento de gastos públicos agora quererem responsabilizar o PSOL pelo incêndio do museu", afirmou.
O presidenciável também afirmou que não vai "negociar princípios com a bancada ruralista, com a bancada da bala". "Foi esse tipo de política que gerou desesperança nas pessoas", acrescentou.
Segundo Boulos, "o processo eleitoral é muito desigual e só favorece às máquinas partidárias. Nossa candidatura faz campanha em torno de pessoas e de ideais, não de marqueteiros."
Ao comentar sobre educação e segurança pública, o presidenciável disse que a "escola tem que preparar os jovens para a vida. Eu defendo que sejam debatidos valores nas escolas". "No país que mais mata LGBTs, dos maiores índices de violência contra a mulher, nós precisamos enfrentar os tabus", complementou. "Eu quero dar o primeiro emprego, não a primeira sentença de um jovem. Encarcerar não resolve. Sabe o apelido de cadeia na periferia do país: 'faculdade do crime'. Entram e saem pós-graduados", disse.
De acordo com o presidenciável, "essa política de guerra às drogas só serviu pra matar jovens negros no país". "Alguém acha que o crime organizado diminuiu, que o consumo de drogas no país? Eu defendo a legalização da maconha. Uso abusivo de drogas tem que ser tema do SUS, não do código penal", afirmou.
