Em carta, Léo Pinheiro nega ter sido pressionado a incriminar Lula

"Os fatos por mim retratados ao Poder Judiciário foram feitos de maneira espontânea e voluntária, sem qualquer benefício prévio pactuado, onde, inclusive, abri mão do meu direito constitucional ao silêncio", escreveu o executivo Léo PInheiro, da OAS, que foi responsável pela condenação do ex-presidente

(Foto: Agência Senado | Ricardo Stuckert)

247 – Responsável direto pela prisão do ex-presidente Lula, o empresário Léo Pinheiro, que delatou ter feito reformas no triplex do Guarujá como 'propina' por obras na Petrobrás, ele enviou carta à Folha de S. Paulo, negando ter sido pressionado pela força-tarefa da Lava Jato a delatá-lo. Foi uma resposta uma reportagem da Folha com o Intercept que aponta que sua delação teria sido fabricada (saiba mais aqui).

"A minha opção pela colaboração premiada se deu em meados de 2016, quando estava em liberdade, e não preso pela operação Lava Jato. Assim, não optei pela delação por pressão das autoridades, mas sim como uma forma de passar a limpo erros que cometi ao longo da minha vida. Também afirmo categoricamente que nunca mudei ou criei versão e nunca fui ameaçado ou pressionado pela Polícia Federal ou Ministério Público Federal", escreveu o delator.

"Tenho consciência de que minha confissão foi considerada no processo que condenou o ex-presidente Lula, assim como as minhas provas que apresentei espontaneamente. Não sou mentiroso nem vítima de coação alguma. A credibilidade do meu relato deve ser avaliada no contexto de testemunhos e documentos", afirma. "Meu compromisso com a verdade é irrestrito e total, o que fiz e faço mediante a elucidação dos fatos ilícitos que eu pratiquei ou que eu tenha tomado conhecimento é sempre respaldado com provas suficientes e firmes dos acontecimentos. Trata-se de um caminho sem volta."

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