“Não gosto do helicóptero porque ele atira para baixo e as pessoas morrem” - as crianças do Complexo da Maré e Witzel

Os recorrentes tiroteios registrados durante as incursões policiais nas comunidades do Rio de Janeiro levaram a ONG Redes da Maré a anexar mais de 1,5 mil cartas e desenhos, feitos por crianças do complexo de 16 comunidades pobres que integram o Complexo da Maré, à petição que pede o restabelecimento de uma ação civil pública que regula e restringe as ações policiais no local e que foi revalidada nesta quarta-feira (14)

Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - Os recorrentes tiroteios registrados durante as incursões policiais nas comunidades do Rio de Janeiro levaram a ONG Redes da Maré a anexar mais de 1,5 mil cartas e desenhos, feitos por crianças do complexo de 16 comunidades pobres que integram o Complexo da Maré, à petição que pede o reestabelecimento de uma ação civil pública que regula e restringe as ações policiais no local e que foi revalidada nesta quarta-feira (14). “Não gosto do helicóptero porque ele atira para baixo e as pessoas morrem”, diz uma das cartas enviada aos desembargadores fluminenses. 

De acordo com reportagem o jornal El País, a ação civil pública foi aceita pela Justiça no segundo semestre de 2017 e resultou na diminuição da violência  pelo período de um ano. A decisão, porém, foi revista e acabou sendo suspensa em junho deste ano. 

O apelo dos moradores fez com que a ação fosse revalidada esta semana mediante o reestabelecimento de padrões mínimos para as ações policiais, como a presença de uma ambulância e a proibição de incursões nos horários de entrada e saída das escolas. 

De acordo com reportagem, um levantamento feito pela ONG Redes da Maré apontou que “27 pessoas morreram apenas no primeiro semestre de 2019, 10% a mais que ao longo de todo o ano de 2018, quando 24 pessoas foram mortas. Além disso, 15 pessoas faleceram durante as 21 operações policiais ocorridas no primeiro semestre; as outras 12 morreram durante os 10 confrontos entre facções criminosas que dominam as comunidades da Maré”. 

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247