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Brasil

Em defesa da Polícia Federal

A pergunta que não quer calar: por que em vez de criticar a polícia, não indicam pessoas honestas para os cargos nos Ministérios?

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Dias atrás, o ex-ministro José Dirceu publicou artigo onde, de forma irascível, alardeou:

“Manchete: Em marcha uma Operação Satiagraha II

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Na chamada Operação Voucher da Polícia Federal (PF), deflagrada para apurar denúncias de corrupção no Ministério do Turismo e que resultou na prisão de 35 pessoas ontem, há na ação policial uma arbitrariedade e um abuso de autoridade evidentes.

Eles se evidenciam tanto na forma como se deram as prisões, quanto na tentativa aberta de vincular toda denúncia de irregularidade ou corrupção em órgãos da administração federal a partidos, ou mesmo ao governo.

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Prossegue, abertamente, essa prática de vincular as denúncias e os presos a partidos políticos, numa tentativa evidente de deslegitimar não apenas a coalizão que apóia o governo, mas a própria ideia de aliança político-partidária. Como se esta não fosse legítima e nem adotada por muitos outros governos democráticos no mundo.

Atacam partidos, coligação e coalizão de governo...”

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Olhando pelo prisma dos policiais federais podemos afirmar com certeza ímpar, que a PF apenas estava cumprindo ordem judicial legal emanada de juízo federal competente, e ainda contou com a presença e a anuência oficial da procuradoria da república.

É assim que a polícia federal agiu. LEGALMENTE, através de ordem judicial.

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Talvez o ex-ministro José Dirceu ainda esteja traumatizado por tempos não muito remotos, onde a acusação era feita antes das provas e a espetaculosidade da divulgação operacional era muito maior e capaz até de transformar delegado anônimo em deputado federal.

Talvez o ex-ministro José Dirceu também acredite que algum dia, desde a sua criação, a PF teve autonomia plena para agir na forma que a Constituição Federal assegura a ela.

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Isso nunca ocorreu, não ocorre hoje e enquanto a carreira policial federal e a forma de nomeação do diretor geral não forem modificadas, nunca ocorrerá.

A suspeita de corrupção advinda principalmente e quase que exclusivamente por parte de membros indicados e apoiados pela base aliada do governo, é do conhecimento da presidenta Dilma desde que ela tomou posse, afinal ela era chefe da Casa Civil do governo anterior e muitas investigações da CGU, COAF, CEF, BB, BNDES, TCU, PF, MPF, e com certeza absoluta, milhares de documentos “confidenciais”, com suspeitas variadas passaram pela sua mesa.

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O grande problema da presidenta Dilma é o mesmo problema do presidente Lula:

Como fazer a faxina cívica necessária contra a corrupção endêmica encalacrada na administração federal há muitos anos, sem perder o apoio dos partidos da base aliada?

A presidente Dilma, pode ter alguns adjetivos pejorativos, apontados principalmente pela oposição política, mas todos no Brasil são unânimes em acreditar, que ela é uma pessoa honesta, honrada e não consegue se omitir em agir contra a corrupção, como o seu antecessor conseguiu.

A presidenta, com certeza, perdeu horas de sono pensando no que fazer contra a corrupção que sabia existir, ali perto de seu gabinete de trabalho e também na maioria absoluta de seus ministérios.

A presidenta Dilma, assim como Lula, deve ter recebido conselhos para na faxina não varrer muito forte a corrupção, já que um combate franco e aberto contra os corruptos , poderia causar a perda do voto parlamentar da famigerada base de apoio.Sinuca de bico ?

O expelido ex-presidente Fernando Collor de Mello deixou isso bastante claro, como ensinamento a futuros presidentes, ou seja, em uma democracia plena, quem não tem maioria no Congresso Nacional, não governa e se for acusado de corrupção, acabará saindo pelas portas do fundo do palácio. Isso não se discute mais.

Então, o que fazer contra a corrupção? Deixar como está? Fingir que ela não existe? Dizer que não sabia todas as vezes que ela for descoberta?

Dilma optou pelo NÃO!

E agora? Como fazer o combate?

As pessoas que acham que a presidenta Dilma Roussef não comanda através de sua própria vontade, são as mesmas pessoas que achavam erroneamente, e com um alto grau de preconceito, que um metalúrgico não iria saber comandar e nem teria pulso para isso.

Quem conhece o Luiz Inácio Lula da Silva sabe que se ele errou, errou por conta, única e exclusiva dele, já que não delega poder a ninguém. Ele deixava os outros, amigos e ministros, pensarem que estavam mandando nele e que “não sabia de nada”, mas na hora H, com ira, sorrindo, ou até tomando uma cachacinha, dizia como queria que fosse feito e ninguém mais tinha coragem de enfrentá-lo.

A presidenta Dilma, por analogia ou por formação pessoal, é a mesmíssima coisa. Deixa acontecer a discussão para entender o caso. Escuta todos. Estuda o ocorrido, se informa e decide solitariamente. Não aceitando repique na sua ordem final. Quem não acreditar nisso vai se arrebentar todo até o final de seu mandato.

Enfrentar a corrupção é meta prioritária para a presidente Dilma, mas perder a base aliada não é.

Podemos fazer a seguinte conjectura administrativa na operacionalidade da faxina presidencial contra o desmando público:

Pegamos as denúncias mais graves que já estão praticamente provadas com escutas legais, investigações de vários órgãos e damos prioridades a elas.

Sabemos que a maioria esmagadora dos suspeitos que serão presos faz parte da base aliada, então chamamos os líderes, presidentes de partidos, o presidente do senado, da câmara, vice-presidente e até o Lula e informamos para eles que vamos combater a corrupção, e solicitamos apoio.

Isso pode ser feito, até porque o que já foi apurado e provado não pode ser desfeito por avisos estratégicos e traiçoeiros.

Ninguém será doido de se opor abertamente contra o combate a corrupção, afinal o conteúdo desses encontros podem “vazar” futuramente.

As ordens judiciais para a polícia federal agir são conseguidas e assim os suspeitos vão sendo presos um por um. No lançamento da rede das prisões, um graduado secretário executivo é pescado. A repercussão é imediata.

A base aliada pode ficar rachada por conta do combate a corrupção? Aqueles que deveriam defender a ação legal do governo acham que sim quando percebem que o número de corruptos estratégicos encalacrados nos seus partidos é muito maior do que previam, e assim COVARDEMENTE passam a atacar quem?

A POLÍCIA FEDERAL!

O vice-presidente da república, e ex-presidente do PMDB, Michel Temer é o primeiro a atacar a polícia federal e a defender a maioria dos presos na Operação Voucher.

José Sarney, também do PMDB, é o segundo e corre para a imprensa no intuito de denegrir a PF e enaltecer o passado dos presos acusados de corrupção. Assim vão se sucedendo automaticamente nas críticas contra a PF, Marco Maia, Romero Jucá, Candido Vacarezza, Ideli Salvatti, Renan Calheiros e outros menos famosos. Até o Greenhalgh tira uma casquinha.

Até o ministro da justiça, José Eduardo Cardozo se deixou levar pelo tsunami de críticas à PF e para não passar em branco, expediu ofício “exigindo” explicações sobre o uso de algemas nos suspeitos de corrupção da Operação Voucher. Até o chefe da PF, que sabia de tudo, se acovardou perante a raivosa reação da base aliada.

Com a atitude desses políticos que agiram precipitadamente e no intuito de preservar uma base aliada altamente corrupta, que não vai rachar com o governo nem que a PF prenda quase todos. Fica claro para a população, mesmo que erroneamente, que a presidenta Dilma e seus auxiliares são CONIVENTES COM A CORRUPÇÃO ou no mínimo LENIENTES, mesmo tendo autorizado e determinado a realização da operação.

Por que não tiveram a coragem de avisar para todos os suspeitos que não apoiariam desmandos contra o erário público?

Por que não apoiaram a presidenta Dilma, que através da PF agiu contra a corrupção provada?

E a pergunta que não quer calar: Por que não substituem os suspeitos por pessoas honestas dos mesmos partidos aos quais pertencem? Conseguem fazer isso?

Por que ameaçar abandonar a base aliada se o governo continuar a fazer a sua obrigação moral e cívica que é lutar e combater a corrupção?

Daiello Coimbra é um delegado considerado novo para o cargo maior da PF e não era o mais aceito nacionalmente para assumir a direção geral. Sua indicação foi uma escolha pessoal do ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, que o conheceu quando das investigações da Operação Sathiagraha, uma vez que o delegado Daiello foi um dos interventores que afastou o delegado Protógenes das investigações e o futuro ministro era advogado em São Paulo.

Sem sombra de dúvidas, o delegado Daiello nunca iria desenvolver uma operação policial da envergadura política da Operação Voucher, sem comentar as conseqüências futuras com seu amigo e chefe. NUNCA!

Em audiência com o deputado federal Francischini,o ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, comentou com ele a Operação Voucher da PF e confessou, mesmo depois de criticar a PF:

A operação da PF no Turismo foi legal e justa.

Não tem ninguém preso injustamente ou arbitrariamente.

A PF não cometeu abuso nenhum na Operação Voucher.

A presidenta Dilma ainda está precoce no cargo, nunca exerceu atividade de comando executivo antes (prefeita, governadora, presidente), nunca foi senadora ou deputada, para saber como agem os políticos brasileiros, na sua maioria esmagadora.

Por isso diante da ameaça da base aliada em romper com o governo, por conta da operação da polícia federal, até ela acabou embarcando no ranço covarde de seus auxiliares e em uma entrevista determinou ao ministro da justiça que não vai aceitar mais nenhuma operação da PF que ela não seja avisada antes. Ela sabe que sempre será avisada, mas não pode cobrar isso publicamente, já que configurará crime, um policial federal comunicar até ao presidente da república operação policial que esteja sob segredo de justiça. Os auxiliares jurídicos não auxiliaram a presidenta corretamente.

Sabemos que ela fez isso para “apoiar” e não deixar nervosos os demais políticos da base aliada e do governo que ficaram “HORRORIZADOS” com o combate legal que a PF tem a obrigação constitucional de fazer, mas pela sua honradez de caráter, já dever ter se arrependido disso.

Excelentíssima Senhora Presidenta da República, Dilma Rousseff, não tenha receio de lutar contra a NEFASTA CORRUPÇÃO que assola o nosso país.

Senhora presidenta, não precisa ficar receosa de perder o apoio da base aliada e acabar como o Fernando Collor de Mello, a senhora não é Fernando Collor de Mello.

Senhora presidente, assuma pessoalmente o combate interminável contra a praga da corrupção e deixe os organismos institucionais agirem sem interferência político-partidária.

Senhora presidente, se tudo der certo em seu governo a senhora será lembrada como a primeira mulher presidenta do Brasil que deu sequência ao trabalho do metalúrgico Lula, somente.

Agora, se a Senhora atacar de frente a corrupção, sem medo de ser feliz, sem medo de sofrer de amnésia política e sem receio de trocar uma base aliada perversa por uma melhor, será lembrada como A MULHER QUE FAXINOU O BRASIL DA CORRUPÇÃO, coisa que seu antecessor não conseguiu, mesmo que algum dia tenha pensado em fazê-lo.

O ex-ministro José Dirceu, só errou quando escreveu que a PF ataca partidos, coligação e coalizão do governo.

A PF ataca sim, mas nunca partidos, coligação e coalizão do governo, até porque isso é impossível, já que essas expressões são abstratas e só se materializam com a existência de seus componentes humanos, e esses, não por culpa dos partidos, e nem por culpa do governo, são suspeitos da pratica de CORRUPÇÃO.

A corrupção não tem sigla partidária e nem ideologia, só tem o interesse em aniquilar com o dinheiro público.

A PF combate pessoas e nunca entes abstratos. Quase todos os partidos políticos existentes no Brasil já tiveram membros acusados de corrupção e nem por isso esses partidos podem ser taxados coletivamente de corruptos. Eles ainda estão ai, fortes e com uma representação enorme no governo e na oposição.

Esse episódio deixa claro quem são os suspeitos de corrupção, assim como deixa claro quem combate a corrupção, quem tem medo de combater e quem é conivente com ela.

Para uma democracia imatura como a nossa, ter um governo com a fama de INTOLERÂNTE com a CORRUPÇÃO é muito salutar e pode fazer nascer nos brasileiros a crença de que a IMPUNIDADE pode vir a ser uma coisa do passado.

O honesto e trabalhador POVO BRASILEIRO sabe que a POLÍCIA FEDERAL NÃO ERROU, e para os policiais federais, isso é suficiente.

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