Em documento, PT alfineta Ciro e propõe 'oposição global' a Bolsonaro

O texto que servirá de base temática para a reunião do Diretório Nacional do PT no próximo dia 30 em Brasília apresenta um novo tom e uma resposta às tentativas de intimidação ao partido. A proposta é fazer uma "oposição global" ao governo eleito respeitando a coexistência de forças progressistas. A carta critica líderes que "se omitiram" no segundo turno e destaca: "somam-se a eles políticos oponentes ao golpe, que duvidavam da força do PT, imaginavam chegar ao segundo turno e, frustrados, tentam 'culpar' nosso partido pela performance obtida"

Em documento, PT alfineta Ciro e propõe 'oposição global' a Bolsonaro
Em documento, PT alfineta Ciro e propõe 'oposição global' a Bolsonaro (Foto: Reuters | Ricardo Stuckert)

247 - O texto que servirá de base temática para a reunião do Diretório Nacional do PT no próximo dia 30 em Brasília apresenta um novo tom e uma resposta às tentativas de intimidação ao partido. A proposta é fazer uma "oposição global" ao governo eleito respeitando a coexistência de forças progressistas. A carta critica líderes que "se omitiram" no segundo turno e destaca: "somam-se a eles políticos oponentes ao golpe, que duvidavam da força do PT, imaginavam chegar ao segundo turno e, frustrados, tentam 'culpar' nosso partido pela performance obtida."

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo sublinha outro trecho do documento: "a campanha contra o PT visa, em parte, adubar o terreno para algumas pretensas candidaturas às eleições de 2020 e 2022. Outro objetivo declarado é afastar o PT da linha de frente da oposição a Bolsonaro".

A matéria acrescenta que "o texto será levado a voto na reunião do Diretório Nacional do PT marcada para sexta-feira, 30, em Brasília, e pode sofrer acréscimos e alterações. Em outro trecho, o partido abre a porta para composições com outros grupos de oposição, apesar das diferenças. 'Sabemos que existem entre os oposicionistas diferentes projetos estratégicos, partidários e eleitorais. Na prática, é possível que coabitem diversas articulações frentistas autodenominadas amplas e democráticas'."

Um ponto importante no documento, segundo o jornal, é a reformulação de estratégias de comunicação e compreensão da conjuntura política: "o partido também admite erros na área de comunicação e elege como prioridade a reconexão com as bases populares históricas, hoje sob influência de adversários como as grandes Igrejas evangélicas. 'O principal desafio é o de colocar, como tarefa central do Partido e de cada um de seus militantes, ir ao povo, dialogar com o povo, organizar o povo, participar das lutas cotidianas da classe trabalhadora. Não cabe terceirizar esta que deve ser a principal tarefa do PT'."

 

 

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