Em dois anos, militares da ativa postaram 3,4 mil tuítes políticos, a imensa maioria de apoio a Bolsonaro

Pesquisa aponta a existência de 3.427 tuítes de caráter político-partidário postados por 82 militares da ativa entre abril de 2018 e abril de 2020 -22 oficiais-generais estão na lista. Manifestações do gênero são proibidas pelo Estatuto dos Militares

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247 - Um levantamento realizado em 115 contas de militares ligadas ao ex-comandante do Exército general Eduardo Villas Bôas nas redes sociais apontou a existência de 3.427 tuítes de caráter político-partidário postadas entre abril de 2018 e abril de 2020, a maioria em apoio ao governo Jair Bolsonaro. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, as postagens foram feitas por 82 integrantes das Forças Armadas, entre os quais 22 oficiais-generais – 19 generais, dois almirantes e dois brigadeiros. As manifestações do gênero são proibidas pelo Estatuto dos Militares, além dos regimentos disciplinares internos e portarias do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Para o cientista político Eliezer Rizzo de Oliveira, as postagens nas redes sociais demonstram a existência de um “ativismo militar, de um partido verde-oliva”. Segundo ele, é preciso controlar este tipo de movimentação uma vez que “ a aplicação das normas republicanas confronta o partido fardado, ao passo que a impunidade reforça a autonomia militar”. “

O Ministério da Defesa informou que as Forças Armadas possuem “manuais e cartilhas que normatizam e orientam adequadamente a conduta e o uso de mídias sociais por parte dos militares” e que o uso incorreto das redes já resultou na punição de militares da ativa. A Força Aérea disse ter aberto 17 procedimentos para apuração de supostas transgressões que resultaram na punição disciplinar de dez praças. Nenhum oficial foi punido. 

Entre os que fizeram postagens políticas está o brigadeiro Carlos Baptista Júnior, com 80 publicações em apoio a Jair Bolsonaro. As postagens foram feitas antes que ele fosse nomeado comandante da Aeronáutica.

De acordo com a Marinha, foram determinadas 17 punições a 17 militares pelo mau uso das redes ao longo de 2019. No ano passado, este número subiu para 20 punições impostas a 20 militares. O Exército não revelou quantos militares teriam sido punidos, mas disse considerar o problema sob controle. 

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