Em nota, Moro delira e diz que 'supostas mensagens' não indicam crimes na Lava Jato

Segundo o ex-juiz Sergio Moro, nenhuma das 'supostas mensagens' (como se não fossem reais) "retrata fraude processual quebra da imparcialidade ou qualquer ato ilegal ou reprovável"

(Foto: Reprodução)
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247 - O ex-juiz Sergio Moro publicou uma nota oficial delirante sobre o julgamento realizado nesta terça-feira, 9, no Supremo Tribunal Federal (STF) que garantiu à defesa de Lula o acesso às conversas da Vaza Jato, que comprovam os crimes do ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro e dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato.

As conversas são de um grupo no Telegram dos membros da Lava Jato, mas segundo o juiz nenhuma das “supostas mensagens” (como se não fossem reais) “retrata fraude processual quebra da imparcialidade ou qualquer ato ilegal ou reprovável”. 

As conversas vazadas, porém, mostram diversas ilegalidades, como a participação de países estrangeiros no julgamento do ex-presidente petista, a atuação do juiz (Moro) para coordenar as ações da acusação, etc.

Leia, abaixo, a íntegra da nota do ex-juiz:

Sobre o julgamento da 2ª Turma do STF que, por maioria, liberou o acesso das supostas mensagens obtidas por meios criminosos à defesa do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva:

1 – A Operação Lava Jato foi um marco no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro no Brasil e, de certo modo, em outros países, especialmente da América Latina, colocando fim à generalizada impunidade destes crimes;

2 – A Operação Lava Jato foi um trabalho institucional, envolvendo todo o sistema de Justiça e órgãos acessórios. Também exigiu uma grande dose de sacrifício pessoal dos indivíduos que nela atuaram;

3 – Lamenta-se que supostas mensagens obtidas por violação criminosa de dispositivos de agentes da lei possam ser acessadas por terceiros, contrariando a jurisprudência e as regras que vedam a utilização de provas ilícitas em processos;

4 – Nenhuma das supostas mensagens retrata fraude processual, incriminação indevida de algum inocente, sonegação de prova, antecipação de julgamento, motivação político-partidária, quebra da imparcialidade ou qualquer ato ilegal ou reprovável.

Sergio Fernando Moro

Curitiba, 09 de fevereiro de 2021

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