Em primeira reunião, governo Bolsonaro muda de postura e promete reduzir desmatamento, mas pede financiamento dos Estados Unidos

A primeira reunião entre os governos Bolsonaro e Biden foi marcada pelo espírito do "a gente faz, mas vocês vão ter de pagar". Apesar da receptividade dos EUA à proposta, nem quantias ou prazos foram estipulados. No passado, Bolsonaro dizia que propostas do tipo eram "lamentáveis" e um ataque à soberania nacional

Jair Bolsonaro e queimadas na Amazônia
Jair Bolsonaro e queimadas na Amazônia (Foto: Reuters)
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247 - A primeira reunião entre o governo Joe Biden e o governo Bolsonaro foi marcada pela mudança de postura por parte do Brasil, que prometeu reduzir o desmatamento dos biomas nacionais, mas somente se a iniciativa for financiada por estrangeiros.

Participaram do encontro o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o enviado especial do Clima dos Estados Unidos, John Kerry. 

Kerry concordou com a proposta de criação de um novo acordo financeiro para apoiar ações de combate ao desmatamento e queimadas. 

No entanto, nem quantias ou prazos para o aporte foram estipulados. 

O enviado revelou que a gestão Biden não tem “nenhuma resistência em trabalhar com o governo brasileiro”.

Conforme reportado no Estadão, fontes do alto escalão do governo resumiram o espírito da conversa: "a gente faz, mas vocês vão ter de pagar".

Durante a campanha eleitoral, Biden disse que ofereceria U$ 20 bilhões (mais de R$ 100 bilhões) para auxiliar na preservação da Amazônia. Na época, Bolsonaro disse que a fala foi "lamentável" e que a soberania nacional era "inegociável".

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