Em seu mestrado, Decotelli plagiou pelo menos quatro trechos de outras dissertações

Além de ter o título de doutor desmentido pela Universidade de Rosário, o ministro da Educação agora é acusado de copiar ao menos quatro trechos de outras dissertações sem citar a fonte

Carlos Alberto Decotelli da Silva
Carlos Alberto Decotelli da Silva (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)
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247 - O ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, recebeu uma nova denúncia de fraude em seu currículo acadêmico. Depois de ter dito que era doutor e ter sido desmentido pela Universidade Nacioinal de Rosário, na Argentina, Decotelli é acusado de copiar quatro trechos de outras teses de mestrado e textos acadêmicos na introdução de seu trabalho de mestrado, apresentado em 2008 para a FGV Rio de Janeiro, com o título "Banrisul: do PROES ao IPO com governança corporativa".

Segundo a jornalista Constança Rezende, colunista do UOL, o ministro Decotelli usou um trecho idêntico na página 18 de sua dissertação à página 111 do texto "Origens e desenvolvimento institucional", do trabalho de mestrado de Kátia Valéria Araújo Melo e Rezilda Rodrigues Oliveira, apresentado em julho de 2005 — três anos antes de Decotelli.

Além desta revelação, o professor do Insper Thomas Conti apontou neste sábado (27), vários trechos do trabalho de Decotelli similares aos de um documento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Banrisul. “Tinha tanta coisa parecida entre esse relatório da CVM e a dissertação que eu desisti de achar as partes iguais na mão e joguei em um software de detecção de plágio. Mais de 10% da dissertação de mestrado é cópia idêntica ao relatório da CVM. 4.200 palavras”, aponta Conti.

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