Em WhatsApp de diplomatas, chanceler é chamado de “pastor tarja preta”

Circula em grupos de WhatsApp de funcionários de carreira do ministério das Relações Exteriores uma carta aberta e apócrifa ao futuro chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, contendo veementes críticas aos posicionamentos que tem manifestado o ministro indicado em entrevistas e em seu blog pessoal; segundo consta na carta apócrifa, Araújo resume sua atuação a "aparições em blogs e artigos e a tentar desconstruir e desmantelar uma instituição, seus integrantes e sua qualificada atuação internacional"

Em WhatsApp de diplomatas, chanceler é chamado de “pastor tarja preta”
Em WhatsApp de diplomatas, chanceler é chamado de “pastor tarja preta” (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

247 - Circula em grupos de WhatsApp de funcionários de carreira do ministério das Relações Exteriores uma carta aberta e apócrifa ao futuro chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, contendo veementes críticas aos posicionamentos que tem manifestado o ministro indicado em entrevistas e em seu blog pessoal.

A carta foi enviada por um servidor do Itamaraty. Outros três diplomatas do órgão confirmaram que o texto está circulando nos grupos de celulares dos servidores do ministério e que ninguém duvida se tratar de uma carta escrita por um diplomata brasileiro. Temendo represálias, todos os funcionários ouvidos só concordaram em dar declarações sob a condição do anonimato.

A mensagem apócrifa traz respostas a críticas que o futuro chanceler tem feito a seus colegas de Itamaraty, como as de que boa parte dos diplomatas "são pretensiosos e precisam ser reeducados". e que será preciso "libertar o Itamaraty do marxismo cultural".

Também é intenção do autor responder a um artigo publicado pelo escolhido de Bolsonaro em um jornal local do Paraná, que pode ser lido aqui. O texto critica a classe diplomática, o Itamaraty e até as Nações Unidas: "No idioma da ONU, é impossível traduzir palavras como amor, fé e patriotismo."

Então, segundo consta na carta apócrifa, Araújo resume sua atuação a "aparições em blogs e artigos e a tentar desconstruir e desmantelar uma instituição, seus integrantes e sua qualificada atuação internacional. Todos somos marxistas e precisamos ser reeducados. Apenas ele é dono da verdade e ainda usa a expressão 'diplomatas pretensiosos' para tentar desqualificar os demais."

Leia a íntegra da carta na CartaCapital

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