Email revela que Bolsonaro ofereceu-se para ocupar lugar de Trump como líder global da extrema direita

Bolsonaro que assumir o papel de Trump como líder da extrema direita em nível global. Intenção de Bolsonaro está em email de Valerie Huber, que foi umas das líderes ultraconservadoras do governo Trump. Biden tirou os EUA da aliança ultraconservadora "Consenso de Genebra", que o bolsonarismo quer liderar

Donald Trump e Jair Bolsonaro
Donald Trump e Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR via BBC)
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247 -Jair Bolsonaro pretende liderar a extrema direita em escala global, depois da derrota de Donald Trump nos EUA. O desejo está formalizado num email enviado a colaboradores por Valerie Huber, a pessoa escolhida pela Casa Branca no governo do republicano para tratar de temas de saúde da mulher e que articulava a coalizão ultraconservadora "Consenso de Genebra", da qual Biden retirou os EUA.

Num email de 20 de janeiro de 2021, data da posse de Joe Biden, Valerie Huber, que se despedia de seu cargo, anunciou "que o Brasil, gentilmente, ofereceu de servir agora como coordenador dessa coalizão histórica".

Ela referia-se ao  Consenso de Genebra, coalizão que reúne principalmente governos de extrema-direita e ditaduras. A informação foi publicada pela coluna de Jamil Chade

No email, Huber informou que "países que desejam se unir à Declaração [de Genebra] podem fazer isso contactando a embaixada do Brasil nos EUA, por mais detalhes".

Huber referia-se à aliança ultraconservadora que busca impedir entidades internacionais e programas de fazerem referência a direitos reprodutivos e sexuais. Joe Biden retirou os EUA da coalizão.  

"O Secretário de Estado e o secretário de Saúde, de forma apropriada, devem deixar de co-patrocinar a Declaração do Consenso de Genebra e notificar aos demais copatrocinadores e signatários da retirada dos EUA", diz o texto de Biden ao anunciar a saída de seu país da coalizão.

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