Empresa de coronel atendeu a ‘demanda pública e privada’ de Temer, diz PF

Ao justificar seu pedido para que o inquérito dos portos, que envolve Michel Temer, seja prorrogado, o delegado Cleyber Malta Lopes, da Polícia Federal, enviou um relatório parcial ao STF que a empresa Argeplan, do coronel aposentado da Polícia Militar João Batista Lima, amigo pessoal e operador de Temer, atendeu a "demandas da vida pública e privada" do peemedebista

Empresa de coronel atendeu a ‘demanda pública e privada’ de Temer, diz PF
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247 - Ao justificar seu pedido para que o inquérito dos portos, que envolve Michel Temer, seja prorrogado, o delegado Cleyber Malta Lopes, da Polícia Federal, enviou um relatório parcial ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a empresa Argeplan, do coronel aposentado da Polícia Militar João Batista Lima, amigo pessoal e operador de Temer, atendeu a "demandas da vida pública e privada" do peemedebista. 

"Os elementos colhidos indicam que a Argeplan e sua estrutura financeira e funcional por diversas vezes foi colocada em atendimentos de demandas da vida pública e privada do excelentíssimo presidente Temer", afirma o delegado no relatório enviado ao ministro Luís Roberto Barroso, segundo reportagem do G1. O delegado fez a Barroso, que é relator do caso na Corte, o terceiro pedido de prorrogação da investigação por 60 dias.

"Há indícios robustos de que diversos dispositivos inseridos no normativo guardam questionamentos do ponto de vista legal e até mesmo constitucional, não restando dúvidas que tais alterações pleiteadas pelas empresas, encampadas por Rocha Loures [ex-deputado e ex-assessor de Temer, que chegou a ser preso] e editadas pelo excelentíssimo presidente da República extrapolavam a regularidade, estendendo benefícios ilegais às empresas concessionárias do setor portuário", diz ele no relatório, diz ainda o relatório.

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