Entidades criticam agressão de Bolsonaro a jornalista que lhe perguntou sobre pagamentos de Queiroz a Michelle

Entidades como a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criticaram a agressão verbal e ameaça de agressão física feita neste domingo por Jair Bolsonaro a um repórter do Globo. Sindicato de Jornalistas do DF pede impeachment

Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Fabrício Queiroz
Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Fabrício Queiroz (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil | Reprodução)
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247 - A Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criticaram a agressão verbal e a ameaça de agressão física feita por Jair Bolsonaro a um jornalista que lhe perguntou sobre os cheques que o ex-assessor Fabrício Queiroz pagou à primeira-dama Michelle Bolsonaro. 

O presidente da ANJ, Marcelo Rech classificou o ataque de "lamentável". O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, manifestou solidariedade ao jornalista e ao jornal. "Lamentável ver a volta do perfil autoritário que tanta apreensão causa nos democratas. Nossa solidariedade ao jornalista ofendido e ao jornal que o emprega", afirmou o presidente da OAB".

O presidente da ABI, Paulo Jeronimo, afirmou que Bolsonaro "choca o país com seu comportamento grosseiro" e manifestou solidariedade ao jornalista. "Tal comportamento mostra não apenas uma inaceitável falta de educação. É, também, uma tentativa de intimidação da imprensa, buscando impedir questionamentos incômodos. A ABI se solidariza com o profissional atingido e reafirma que a pergunta feita ao presidente era pertinente e de interesse público. Por fim, lembra ao primeiro mandatário do país que o cargo que ocupa exige maior decoro", afirmou, segundo reportagem do Globo.

Em uma nota conjunta, as entidades Abraji, Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Observatório da Liberdade de Imprensa da OAB e Repórteres sem Fronteiras "se solidarizam com o repórter e condenam mais um episódio violento protagonizado por Jair Bolsonaro, cuja reação, ao ouvir uma pergunta incisiva, foi não apenas incompatível com sua posição no mais alto cargo da República, mas até mesmo com as regras de convivência em uma sociedade democrática. Um presidente ameaçar ou agredir fisicamente um jornalista é próprio de ditaduras, não de democracias".

As entidades afirmam ainda que as ações de Bolsonaro contra a imprensa têm incentivado seus apoiadores a replicar essas agressões. "O discurso hostil e intimidatório de Bolsonaro contra a imprensa vem incentivando sua militância a assediar jornalistas nas redes sociais nos últimos meses, inclusive com ameaças de morte e agressões aos profissionais e a seus familiares... A frase "minha vontade é encher tua boca com uma porrada" pode ser entendida como uma legitimação do cometimento de crimes como esses", dizem na nota.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) se solidarizou com o repórter e disse, em nota, que Bolsonaro não sabe conviver com as regras básicas da sociedade e "conseguiu subir de patamar" nos ataques à imprensa. Além disso, reiterou o pedido de impeachment assinado anteriormente pela entidade e ressaltou que estuda medidas judiciais contra o presidente por conta da ameaça feita neste domingo.

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