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Entidades rebatem fala de Guedes e comparam o ministro a um "serviçal do mercado"

A Unafisco Nacional repudiou as declarações afirmando que "se partilhássemos da descompostura do Ministro, poderíamos compará-lo a um serviçal do mercado, que promove a falência do Estado em detrimento do povo brasileiro"

Nosso Hitler não é propriamente Bolsonaro, como diz o Estadão, mas o Guedes. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

247 - entidades de trabalhadores criticaram a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, que comparou nesta sexta-feira os servidores públicos a "parasitas" que querem reajustes automáticos.

Em nota, a Associação Nacional de Auditores Fiscais da Receita federal (Unafisco Nacional), repudiou as declarações de Guedes e rebateram, afirmando que "se partilhássemos da descompostura do Ministro, poderíamos compará-lo a um serviçal do mercado, que promove a falência do Estado em detrimento do povo brasileiro".

A Unafisco considerou a declração "rasa e generalizada" e lembrou que os auditores fiscais da Receita Federal "exercem com orgulho e lisura suas atribuições sempre buscando a justiça fiscal e a proteção da economia nacional".

"O assédio institucional que vem sendo praticado pelo Sr. Paulo Guedes em relação aos servidores públicos já ultrapassa os limites legais e merece reação à altura", reforçaram.

O Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio (Sisejufe) afirmou que, "além de fazer um comentário desrespeitoso, incompatível ao cargo, demonstra má-fé e desconhecimento quanto à realidade do funcionalismo público".

Após as críticas recebidas, o Ministério da Economia, em comunicado, afirmou que a declaração foi "tirada de contexto" e que o foco na reforma administrativa foi desviado.