Ernesto Araújo inicia perseguição ideológica no Itamaraty

Apontado o ‘pior diplomata do mundo’ pela revista Jacobin, o chanceler Ernesto Araújo, que foi indicado ao cargo pelo astrólogo Olavo de Carvalho e vê Donald Trump como redentor do Ocidente, iniciou um processo de perseguição ideológica no Itamaraty; nesta segunda, ele demitiu o embaixador Paulo Roberto de Almeida, que reproduziu textos do embaixador Rubens Rucupero e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; tanto Ricupero como FHC criticam a submissão de Araújo a Trump, numa postura contrária aos interesses nacionais

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247 - A política de caça às bruxas no governo de Jair Bolsonaro atingiu o embaixador Paulo Roberto de Almeida nesta segunda-feira (4). Ele foi demitido do cargo de diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (Ipri), órgão vinculado ao Ministério das Relações Exteriores após republicar, em seu blog pessoal, textos recentes sobre a crise na Venezuela.

Foram três artigos: um assinado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, outro pelo embaixador e ex-ministro Rubens Ricupero e o terceiro pelo atual ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Tudo indica que Araújo, que critica as posições de FHC e Ricupero sobre a situação venezuelana, não gostou de ver os artigos no blog pessoal do diplomata que disse que postou os textos por querer estimular o debate sobre a política externa brasileira. Para Araújo, os dois "escreviam seus artigos espezinhando aquilo que não conhecem, defendendo suas tradições inúteis de retórica vazia e desídia cúmplice".

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Segundo reportagem da Folha, Almeida foi comunicado da dispensa por telefone pelo chefe de gabinete de Araújo, Pedro Wollny.

Rubens Ricupero disse que a dispensa de Almeida é um "ato confessadamente de repressão político-ideológica, de patrulhamento ideológico que lembra os momentos mais sombrios da ditadura militar, da qual o atual presidente é confessadamente admirador".

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