Escola 'cívico-militar' afasta professores que queriam ir a reunião do sindicato

Uma escola cívico-militar em Rondônia, administrada pela Polícia Militar e com professores da rede estadual de educação, afastou dez professores por eles terem manifestado interesse em participar de uma assembleia do sindicato da categoria

Escola cívico-militar de Roraima
Escola cívico-militar de Roraima (Foto: Reprodução)

247 - Uma escola cívico-militar em Rondônia, administrada pela Polícia Militar e com professores da rede estadual de educação, afastou dez professores por eles terem manifestado interesse em participar de uma assembleia do sindicato da categoria.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "o caso ocorreu no colégio Tiradentes da PM, em Porto Velho, na última quinta-feira (19). A direção da unidade argumentou que, por terem se organizado para a atividade, os docentes não teriam perfil para a escola. Há docentes no grupo que atuavam na unidade havia mais de 20 anos. Segundo eles, o episódio é inédito."

A matéria ainda sublinha que "a Constituição garante a livre associação a sindicatos, assegurando, inclusive, o direito de greve. Não há exceção para escolas com gestão compartilhada com a PM, ainda mais por se tratar de servidores concursados para o magistério estadual."

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