"Escolha do PGR não pode servir a propósitos pessoais", rebatem procuradores

"O PGR exerce, por óbvio, uma função de Estado e não de governo, não podendo ser indicado, por exemplo, em razão de 'alinhamento' com os projetos e ideias defendidos por aqueles que compõem quaisquer dos Poderes da República", diz nota da ANPR

(Foto: Reprodução)

247 - A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) advertiu, por meio de nota divulgada nesta segunda-feira (19), que "legitimidade, liderança e independência funcional são requisitos indispensáveis para aqueles que almejam ocupar o cargo de PGR" e que o cargo é uma função de Estado , e não de governo.

A nota se deve ao fato de Jair Bolsonaro ter ignorado a lista tríplice do Ministério Público e decidido que o sucessor de Raquel Dodge na Procuradoria-geral da República seria Antônio Carlos Martins Soares, nome escolhido pelo senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho de Bolsonaro que está enrolado até o pescoço com o caso Queiroz. 

"O PGR exerce, por óbvio, uma função de Estado e não de governo, não podendo ser indicado, por exemplo, em razão de 'alinhamento' com os projetos e ideias defendidos por aqueles que compõem quaisquer dos Poderes da República. Tampouco pode-se cogitar que a escolha do PGR possa servir a propósitos pessoais. Qualquer tentativa de interferência indevida tem impacto negativo no combate ao crime, à corrupção, e na garantia dos direitos fundamentais", diz a entidade.

Ainda de acordo com a ANPR, a conduta do governo de não escolher a partir da lista tríplice, gerou uma corrida entre os membros do Ministério Público Federal que "não participaram do debate público e não receberam votação para estar na lista tríplice estariam buscando a nomeação por meio de conversas reservadas ocorridas na Presidência da República".

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