Espinosa à TV 247: “nem a ditadura militar condenava sem provas”

Comandante da VPR e da VAR-Palmares, grupos armados que combateram a ditadura militar nos anos de chumbo a partir de 1968, Antônio Roberto Espinosa fez uma revelação preocupante na entrevista ao vivo à TV 247 nesta terça-feira 23; ele disse que no regime ditatorial não se condenava sem provas, que é o que o juiz Sérgio Moro está fazendo com Lula; ele também acredita que os desembargadores do TRF4 podem adiar o julgamento desta quarta; "É a solução mais inteligente, porque, se absolverem Lula ganha a eleição"; assista à íntegra

Comandante da VPR e da VAR-Palmares, grupos armados que combateram a ditadura militar nos anos de chumbo a partir de 1968, Antônio Roberto Espinosa fez uma revelação preocupante na entrevista ao vivo à TV 247 nesta terça-feira 23; ele disse que no regime ditatorial não se condenava sem provas, que é o que o juiz Sérgio Moro está fazendo com Lula; ele também acredita que os desembargadores do TRF4 podem adiar o julgamento desta quarta; "É a solução mais inteligente, porque, se absolverem Lula ganha a eleição"; assista à íntegra
Comandante da VPR e da VAR-Palmares, grupos armados que combateram a ditadura militar nos anos de chumbo a partir de 1968, Antônio Roberto Espinosa fez uma revelação preocupante na entrevista ao vivo à TV 247 nesta terça-feira 23; ele disse que no regime ditatorial não se condenava sem provas, que é o que o juiz Sérgio Moro está fazendo com Lula; ele também acredita que os desembargadores do TRF4 podem adiar o julgamento desta quarta; "É a solução mais inteligente, porque, se absolverem Lula ganha a eleição"; assista à íntegra (Foto: Gisele Federicce)
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247 - Comandante da VPR e da VAR-Palmares, grupos armados que combateram a ditadura militar nos anos de chumbo a partir de 1968, Antônio Roberto Espinosa fez uma revelação preocupante na entrevista ao vivo à TV 247, nesta terça-feira 23, conduzida por Gisele Federicce e Alex Solnik.

Ele disse que no regime ditatorial não se condenava sem provas, que é o que o juiz Sérgio Moro está fazendo com Lula.

"Nem na ditadura se fazia isso. Os que sobreviviam à fase de tortura eram submetidos a um julgamento perante a Justiça Militar. E a ditadura procurava provas. Eu era acusado pela polícia de participar de algumas ações armadas. Só que eles não tinham provas. Eu não fui condenado por ação armada e sim por militância e comando na organização. Três anos e meio".

As delações feitas contra Espinosa não foram levadas em conta:

"Tinha delações de companheiros que não foram levadas em conta porque, se fossem, eles teriam que ser condenados também, e estavam no SNI a serviço da ditadura".

Espinosa acredita que o julgamento não será realizado amanhã, como está previsto:

"Eu acho que eles vão adiar. É a solução mais inteligente, porque, se absolverem Lula ganha a eleição". Mas, em caso de condenação, também:

"Se Lula for condenado ele passa a ser divindade. Tirar Lula da condição de candidato é fortalecer Lula como grande eleitor. Aí sim, ele se transforma numa figura impossível de derrotar. Um candidato apoiado por Lula será apoiado pelo mártir, pela divindade. Vai ser eleito. Não existe mídia que seja capaz de se contrapor a Deus".

Espinosa não vê condições para grupos de direita como o MBL irem às ruas exigir a prisão imediata de Lula, se ele for condenado:

"A direita não está mais conseguindo mobilizar. Seus líderes viraram figuras ridículas. Circenses. Bolsonaro e seus filhos se tornam cada vez mais momescos. A direita virou uma alternativa circense. Numa eleição para palhaço o Kim Katiguri teria muito voto. E Bolsonaro seria o presidente do circo".

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