Estratégia se frustra, e Alckmin chega à reta final encolhido

Todas as 'estratégias' da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à presidência fracassaram; o momento já é de maneira prematura de se tentar entender as razões que levaram a uma campanha  naufragar com tanta antecedência e com tanto tempo de TV, alianças e dinheiro do fundo partidário; a candidatura Alckmin é um fenômeno nesse sentido e acabou funcionando como um braço estendido do bolsonarismo, uma vez que a maioria dos candidatos tucanos apoiam, na prática, Jair Bolsonaro

Estratégia se frustra, e Alckmin chega à reta final encolhido
Estratégia se frustra, e Alckmin chega à reta final encolhido (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - Todas as 'estratégias' da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à presidência fracassaram. O momento já é de maneira prematura de se tentar entender as razões que levaram a uma campanha  naufragar com tanta antecedência e com tanto tempo de TV, alianças e dinheiro do fundo partidário. A candidatura Alckmin é um fenômeno nesse sentido e acabou funcionando como um braço estendido do bolsonarismo, uma vez que a maioria dos candidatos tucanos apoiam, na prática, Jair Bolsonaro.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo narra o afundamento do PSDB como legenda nacional: "a facada foi em Jair Bolsonaro (PSL), mas Geraldo Alckmin (PSDB) é quem sentiu o golpe. Depois do ataque ao capitão, em 6 de setembro, em Juiz de Fora (MG), as previsões da campanha tucana uma a uma caíram e não houve reação que surtisse efeito. O candidato chega às vésperas da eleição sem mudar de patamar de intenção de voto, com uma candidatura politicamente encolhida após sucessivos abandonos de aliados e pouca perspectiva de sobreviver ao primeiro turno".

Segundo o jornal, "o prazo estipulado por Alckmin para esboçar reação se estreitou. Era depois da Copa. Passou para agosto. Meados de agosto. Só em setembro. Segunda quinzena de setembro. Últimos 15 dias. Últimos sete dias. Últimos três dias. Em seu entorno ainda se fala em reviravolta, mas há pouca convicção".

E destaca que todas as previsões de 'retomada', caíram por terra: "as agendas não atraíram multidões. Militantes do PSDB deram volume aos atos, mas a receptividade nas ruas foi, em geral, calorosa. Se fotos dessem votos, brincava-se, o tucano finalmente deslancharia. 

(...)

Interlocutores ensaiam teses sobre a campanha. Elencam, primeiro, o palanque duplo em São Paulo. O argumento decisivo de Alckmin para conquistar o apoio do centrão, em julho, era que seus 30% de votos paulistas o garantiam no segundo turno. Entregou até agora metade disso".

 

 

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