CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Brasil

Estudantes protestam contra governo no Mato Grosso do Sul

Movimento estudantil ataca corte de verbas na universidade de Paranaíba e truculência do governador André Pucinelli

Estudantes protestam contra governo no Mato Grosso do Sul (Foto: Edição/247)
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

247 – Indignados com o corte de verbas promovido pelo governo do Mato Grosso do Sul, alunos da universidade estadual publicaram carta aberta em protesto contra a prisão de um estudante e a atuação truculenta da polícia. Leia:

Carta de Repúdio elaborada pelo Movimento Estudantil da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Campus de Paranaíba/MS.

Para a população paranaibense tome conhecimento do corte de 20% decretado pelo Sr. Governador André Puccinelli (PMDB) e dos verdadeiros fatos ocorridos nas manifestações do Movimento Estudantil.

Carta de repúdio dos estudantes da UEMS, campus de Paranaíba. (A luta contra o coronelismo continua, cem anos depois).

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO


Nós, estudantes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) unidade de Paranaíba, vimos a público manifestar repúdio à ação policial truculenta, opressiva e intimidadora ocorrida ontem, 21 de agosto, em que um dos estudantes foi preso sem qualquer razão coerente, levado à delegacia para “averiguação”, sendo acusado posteriormente de desacato, sob o falso pretexto de ter cuspido numa viatura.
Nosso objetivo enquanto movimento estudantil foi o de manifestarmo-nos contra o decreto n° 13.467 publicado nesta quinta-feira, 19, no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul, assinado pelo governador André Puccinelli.

O decreto em questão determina uma redução em 20% das despesas de custeio das entidades da administração direta e indireta, das autarquias e das fundações do governo estadual, o que inclui a UEMS. Tal redução foi justificada pela alegação de que houve queda na arrecadação estadual. No entanto o Portal da Transparência do estado de Mato Grosso do Sul mostra o contrário. Considerando a impossibilidade da redução estipulada e a ilegitimidade da justificativa, e tendo conhecimento da vinda do governador à cidade, nós acadêmicos convocamos assembleias e discutimos ações de protesto de cunho pacífico e reivindicatório, sem nenhuma vinculação político-partidarista.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Ainda assim, logo que nos reunimos e saímos às ruas notamos grande quantidade de policiais militares e, com a chegada do governador, observamos a presença da ROTAI (Rondas Ostensivas Táticas do Interior) que é uma unidade operacional da polícia militar, e tem por missão atuar preventiva e/ou repressivamente contra a chamada "criminalidade violenta". Mas nesse caso convocada, com todo o seu armamento pesado ostensivo, para “Garantir exclusivamente a integridade do chefe do executivo”, segundo o próprio tenente. E a forma utilizada pela ROTAI para zelar pela segurança do governador foi ostentar seus enormes fuzis, avançar com seus veículos em direção aos manifestantes e por fim prender estudante sem nenhuma justificativa razoável.

Além disso, houve pressões e ameaças de todo tipo para conter a manifestação. Pessoas ligadas a partidos políticos entraram em contato com alguns integrantes do movimento, ligando nos aparelhos telefônicos pessoais dos mesmos para ‘alertar’ sobre possíveis ‘surpresas’ caso continuássemos com o protesto. Também o apoio da polícia já não nos parecia confiável. Dadas as circunstâncias, a segunda parte da programação estabelecida sofreu alterações, não pudemos ir até o local onde o governador estaria a noite, pois receávamos mais violência. Fomos a um debate entre candidatos onde possivelmente o governador apareceria. Porém, não apareceu.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Mas o nosso protesto se desenrolou como planejado para a ocasião, fomos em grande número, todos juntos, amarrados uns aos outros e amordaçados. Não havia presença da polícia nesse momento. Levamos cartazes com nossos protestos e reivindicações, e a noite acabou sem mais problemas.

É importante dizer que não desistimos e não vamos desistir da luta, estamos unidos por uma boa causa, queremos uma UEMS que cresça e não podemos aceitar, calados, um corte de 20% do que já era ridiculamente pouco. Reivindicamos investimentos para a Universidade em todos os setores, pois não há na UEMS setor que não careça de melhorias.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Carta de repúdio a ação policial durante manifestação pacífica em Paranaíba-MS

Nós, estudantes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) unidade de Paranaíba, vimos a público manifestar repúdio à ação policial truculenta, opressiva e intimidadora ocorrida ontem, 21 de agosto, em que um dos estudantes foi preso sem qualquer razão coerente, levado à delegacia para “averiguação”, sendo acusado posteriormente de desacato, sob o falso pretexto de ter cuspido numa viatura. 

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO


Nosso objetivo enquanto movimento estudantil foi o de manifestarmo-nos contra o decreto n° 13.467 publicado nesta quinta-feira, 19, no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul, assinado pelo governador André Puccinelli. O decreto em questão determina uma redução em 20% das despesas de custeio das entidades da administração direta e indireta, das autarquias e das fundações do governo estadual, o que inclui a UEMS. Tal redução foi justificada pela alegação de que houve queda na arrecadação estadual. No entanto o Portal da Transparência do estado de Mato Grosso do Sul mostra o contrário. Considerando a impossibilidade da redução estipulada e a ilegitimidade da justificativa, e tendo conhecimento da vinda do governador à cidade, nós acadêmicos convocamos assembleias e discutimos ações de protesto de cunho pacífico e reivindicatório, sem nenhuma vinculação político-partidarista.

Ainda assim, logo que nos reunimos e saímos às ruas notamos grande quantidade de policiais militares e, com a chegada do governador, observamos a presença da ROTAI (Rondas Ostensivas Táticas do Interior) que é uma unidade operacional da polícia militar, e tem por missão atuar preventiva e/ou repressivamente contra a chamada "criminalidade violenta". Mas nesse caso convocada, com todo o seu armamento pesado ostensivo, para “Garantir exclusivamente a integridade do chefe do executivo”, segundo o próprio tenente. E a forma utilizada pela ROTAI para zelar pela segurança do governador foi ostentar seus enormes fuzis, avançar com seus veículos em direção aos manifestantes e por fim prender estudante sem nenhuma justificativa razoável.

Além disso, houve pressões e ameaças de todo tipo para conter a manifestação. Pessoas ligadas a partidos políticos entraram em contato com alguns integrantes do movimento, ligando nos aparelhos telefônicos pessoais dos mesmos para ‘alertar’ sobre possíveis ‘surpresas’ caso continuássemos com o protesto. Também o apoio da polícia já não nos parecia confiável. Dadas as circunstâncias, a segunda parte da programação estabelecida sofreu alterações, não pudemos ir até o local onde o governador estaria a noite, pois receávamos mais violência. Fomos a um debate entre candidatos onde possivelmente o governador apareceria. Porém, não apareceu. Mas o nosso protesto se desenrolou como planejado para a ocasião, fomos em grande número, todos juntos, amarrados uns aos outros e amordaçados. Não havia presença da polícia nesse momento. Levamos cartazes com nossos protestos e reivindicações, e a noite acabou sem mais problemas.

É importante dizer que não desistimos e não vamos desistir da luta, estamos unidos por uma boa causa, queremos uma UEMS que cresça e não podemos aceitar, calados, um corte de 20% do que já era ridiculamente pouco. Reivindicamos investimentos para a Universidade em todos os setores, pois não há na UEMS setor que não careça de melhorias.

ATA DA ASSEMBLEIA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Na noite de 22 de agosto de 2012, às 19hs e 30 minutos, a UEMS passa por uma assembleia, presidida pelo acadêmico Leonardo da Silva Porto, no auditório para discutir a respeito dos tópicos a baixo. Relacionado à mobilização do dia anterior em protesto contra a perca da autonomia da instituição e o corte de gastos, efetivada pelo governador André Puccinelli, por meio do decreto de n° 13.467 publicado nesta quinta-feira, 19 de agosto de 2012, no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul.

 O movimento começou no dia 21 de agosto de 2012, como narrou o presidente da mesa, por volta das 15:00 h. Um colega foi preso “averiguação”, o que é inconstitucional – logo, esse foi liberado em seguida, devido a pressão dos alunos e assistência de advogados. Outro fato foi que o governador não compareceu no Rotary Clube, onde foi realizado um debate com os candidatos a prefeitura deste município, no mesmo dia, as 19:00 horas. Devido a ausência desse, os manifestantes se retiraram do local, visto que o protesto é direcionado ao GOVERNADOR. Além disso, os componentes do movimento foram ameaçados – já foi lavrado boletim de ocorrência e a investigação está em processo.

O egresso Ilmar Renato Granja Fonseca, advogado, inscrito na OAB/MS 15050, coloca-se a disposição para assessoria jurídica e representar juridicamente o movimento estudantil da UEMS em seus litígios judiciais de forma espontânea e gratuita.

O movimento enquanto movimento comparecerá todos os dias de greve à UEMS e serão realizadas atividades de protesto. A liderança foi vetada pela assembleia de conversar com o atual candidato a vice-prefeito Fredson Freitas, pois o movimento é apartidário, e a assembleia decidiu convidar a posteriori todos os candidatos à prefeitura por meio de ofício, a definir na próxima reunião.

            A maioria absoluta presente na assembleia decidiu por uma nova liderança do movimento, sendo exercida pelos presidentes dos Centros Acadêmicos dos cursos de Ciências Sociais, Pedagogia e Direito, o nome do movimento ficou decidido como: MOVIMENTO ESTUDANTIL.

As nossas reivindicações, aprovada todas por maioria absoluta, são:

  1. A volta da autonomia financeira e administrativa da instituição, regulamentando o repasse de 3% da arrecadação geral do Estado, como era antes do atual governo.
  2. Aquisição de livros para todos cursos,
  3. A melhoria da infra estrutura da universidade,
  4. Paridade dos votos entre técnicos, estudantes e professores, tanto para eleição de reitor como nos órgão deliberativos (colegiados),
  5. Restaurante Universitário,
  6. Aumento das bolsas estudantis, bolsa alimentação, moradia e demais auxílios,
  7. Melhorias nos sistemas de informatização da unidade,
  8. Mudar a posição de professor convocado para professor associado.

Ficou decidido, também por maioria absoluta, paralisação do dia 22 ao dia 29 de agosto de 2012.

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO