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Ex-amante de Youssef nega ser “laranja” e diz enfrentar problemas

Advogados responsáveis pela defesa de Taiana de Souza Camargo, ex-amante do doleiro Alberto Youssef, afirmaram que a ela encontra-se "abalada e estarrecida" após ser indiciada pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato; ela também nega ter atuado como "laranja" do doleiro; segundo a investigação, Taiana teria cometido o crime de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos ou valores; Youssef, um dos primeiros delatores da Lava jato, teria transferido a Taiana, a título de presentes, diversos bens e patrimônio, além de pagar despesas cotidianas; O defesa destaca, ainda, que o indiciamento e repercussão do caso abalaram Taiana "que voltou a beber e a tomar remédios de forma descontrolada"  

Advogados responsáveis pela defesa de Taiana de Souza Camargo, ex-amante do doleiro Alberto Youssef, afirmaram que a ela encontra-se "abalada e estarrecida" após ser indiciada pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato; ela também nega ter atuado como "laranja" do doleiro; segundo a investigação, Taiana teria cometido o crime de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos ou valores; Youssef, um dos primeiros delatores da Lava jato, teria transferido a Taiana, a título de presentes, diversos bens e patrimônio, além de pagar despesas cotidianas; O defesa destaca, ainda, que o indiciamento e repercussão do caso abalaram Taiana "que voltou a beber e a tomar remédios de forma descontrolada"   (Foto: Paulo Emílio)

247 - Os advogados responsáveis pela defesa de Taiana de Souza Camargo, ex-amante do doleiro Alberto Youssef, afirmaram que a ela encontra-se "abalada e estarrecida" após ser indiciada pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo a investigação, ela teria cometido o crime de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos ou valores. Youssef, um dos primeiros delatores da Lava jato, teria transferido a Taiana, a título de presentes, diversos bens e patrimônio, além de pagar despesas cotidianas.

O advogado Anderson Cosme dos Santos, afirmou que o empresário teria se apresentado a Taiana como sendo "um empresário de sucesso e dono da empresa Marsans Brasil, que atuava no ramo de hotelaria e turismo".

"O apartamento sempre foi da requerente e não de Youssef, todavia, depois que ele fez delação premiada, ela se convenceu de que aquele dinheiro poderia ser de proveniência ilícita e, não de dinheiro lícito que ela pensava que ele possuía por ele demonstrar e ostentar ser dono da empresa Marsans Brasil", destacou Santos.

Desta forma, ainda segundo o advogado, Taiana "reconhecendo essa possibilidade de origem ilícita nos recursos empregados pela compra do apartamento', teria entregue o imóvel à Receita Federal, pouco após Yousseff firmar o acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

Ela também teria admitido ao juiz federal Sérgio Moro que Youssef era quem "a sustentava, sustentava o filho dela, pagava todas as contas, dava presentes e cuidava de todas as questões burocráticas da vida da requerente e de seu filho".

Mas, segundo a Polícia Federal, Youssef afirmou em depoimento que transferiu para a ex-amante a sociedade em um restaurante "porque ele tinha restrições perante a Receita Federal, constituindo-se, portanto, Taiana, como pessoa interposta (laranja) na sociedade". A defesa, porém diz que ela sempre "foi proprietária e administrou mesmo o restaurante". "Não era nenhuma 'laranja'", afirma o advogado.

O advogado destaca, ainda, que o indiciamento e repercussão do caso abalaram Taiana que voltou a beber e a tomar remédios de forma descontrolada". "Depois de um tempo, já melhor, e devidamente acompanhada de seu irmão, a requerente conseguiu explicar tudo ao subscritor do presente, nessa sexta-feira, dia 17 de março de 2017. No sábado, retornou para Indaiatuba, e diante do seu quadro emergencial, a família decidiu interná-la".