Ex-assessores de Carlos Bolsonaro também tiveram sigilos quebrados

Dois ex-assessores do vereador Carlos Bolsonaro, Márcio da Silva Gerbatim e Claudionor Gerbatim de Lima, ambos ligados ao ex-policial militar Fabrício Queiroz, que trabalharam com o irmão Flávio Bolsonaro, quando era deputado, tiveram seu sigilos fiscal e bancário quebrados pela Justiça

Ex-assessores de Carlos Bolsonaro também tiveram sigilos quebrados
Ex-assessores de Carlos Bolsonaro também tiveram sigilos quebrados (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - A quebra do sigilo fiscal e bancário de todos os ex-funcionários do gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) atinge dois servidores que passaram pelo gabinete do vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSL), irmão de Flávio.

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, Márcio da Silva Gerbatim e Claudionor Gerbatim de Lima, ambos ligados ao ex-policial militar Fabrício Queiroz - pivô das investigações - já estiveram lotados nos gabinetes dos dois irmãos que atuaram nos Legislativos estadual e municipal do Rio.

A investigação indica que houve a 'rachadinha', prática por meio da qual funcionários devolvem parte do salário para o parlamentar que os nomeou, e lavagem de dinheiro no gabinete do ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro quando era deputado estadual na Alerj, entre 2007 e 2018.

Ainda segundo o jornal, Márcio da Silva Gerbatim, que é ex-marido da atual mulher de Queiroz e pai da sua enteada, foi empregado pela primeira vez no gabinete de Carlos, onde ficou entre abril 2008 e abril de 2010. Após os dois anos de serviço na Câmara Municipal, foi exonerado por Carlos e nomeado por Flávio na Alerj como assessor-adjunto, cargo que exerceu até maio de 2011.

Já Claudionor é sobrinho da mulher de Queiroz e fez o caminho inverso ao de Márcio: trocou a Alerj pela Câmara dos Vereadores. Ele é pai de Evelyn Mayara de Aguiar Gerbatim, outra enteada de Queiroz, que esteve lotada no gabinete de Flávio na Alerj de agosto de 2017 até fevereiro deste ano.

Quando o escândalo do Bolsogate veio a público, Carlos Bolsonaro negou que Fabrício Queiroz tenha tido influência em seu gabinete na Câmara Municipal, onde ele é vereador desde 2001. Segundo o parlamentar, Márcio Gerbatim foi nomeado no gabinete "face sua experiência na função de motorista e não por indicações" e que "nunca nenhum parente de Fabrício Queiroz foi nomeado neste gabinete".

 

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