Ex-governador de MT diz que senador prometeu ajuda de Maggi e Taques para evitar delação

Em delação premiada, o ex-governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB) revela que o senador Cidinho Santos (PR) prometeu ajuda caso ele não aceitasse o acordo de delação proposto pela Justiça; segundo Barbosa, além de Santos, o ex-governador e ministro Blairo Maggi e o atual governador Pedro Taques prometeram tentar tirá-lo da cadeia caso ele não confessasse os crimes cometidos no mandato nem revelasse esquemas de corrupção no estado do MT

Em delação premiada, o ex-governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB) revela que o senador Cidinho Santos (PR) prometeu ajuda caso ele não aceitasse o acordo de delação proposto pela Justiça; segundo Barbosa, além de Santos, o ex-governador e ministro Blairo Maggi e o atual governador Pedro Taques prometeram tentar tirá-lo da cadeia caso ele não confessasse os crimes cometidos no mandato nem revelasse esquemas de corrupção no estado do MT
Em delação premiada, o ex-governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB) revela que o senador Cidinho Santos (PR) prometeu ajuda caso ele não aceitasse o acordo de delação proposto pela Justiça; segundo Barbosa, além de Santos, o ex-governador e ministro Blairo Maggi e o atual governador Pedro Taques prometeram tentar tirá-lo da cadeia caso ele não confessasse os crimes cometidos no mandato nem revelasse esquemas de corrupção no estado do MT (Foto: Charles Nisz)

247 - Ex-governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB) relatou ao Ministério Público Federal que o senador Cidinho Santos (PR-MT) prometeu ajuda do ministro Blairo Maggi, do atual governador do estado, Pedro Taques (PSDB) e do também senador Wellington Fagundes (PR-MT) para que ele não fizesse delação premiada. Pereira aceitou o acordo proposto pela Justiça.

Segundo Barbosa, a promessa foi feita durante uma visita de Cidinho ao ex-governador no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) em 27 de abril, onde o peemedebista passou quase dois anos preso por fraude na concessão de concessão de incentivos fiscais a empresas em troca de propina. Na delação Silval afirmou ter dito a Cidinho que confessaria os crimes para sair da prisão. O senador disse que Maggi, Fagundes e o "número 1 PTX" - se referindo a Pedro Taques - iriam ajudá-lo. O grupo estaria tentando anular, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), a Operação Ararath, investigação sobre crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no governo do estado. 

A gravação do encontro foi entregue à Procuradoria Geral da República (PGR). Em nota, Cidinho – que assumiu a vaga no senado com a saída de Blairo Maggi para comandar o Ministério da Agricultura – confirmou ter visitado Silval na prisão porque ficou sabendo que ele estava com depressão. Já o ministro Blairo Maggi disse nunca ter autorizado ou agido de forma ilícita dentro do governo para obstruir a Justiça. Em nota, Taques afirmou que só irá se manifestar após ter acesso ao conteúdo da delação. Por meio de assessoria, o senador Fagundes nega que tenha participado de qualquer esquema ilícito.

 

Em outro trecho da delação, Silval revelou pagamento ao ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso, Éder Moraes, para mudar o depoimento, inocentando Blairo Maggi, em 2014. O pagamento seria de R$ 6 milhões.

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