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Ex-Odebrecht diz ter mantido 'contatos políticos' com Janene

Alexandrino Alencar disse em depoimento no âmbito da Operação Lava Jato que manteve diversas "reuniões institucionais" com o ex-deputado José Janene (PP), falecido em 2010, além do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o com o doleiro Alberto Youssef; segundo ele, nos encontros eram discutidos os contratos da Braskem com a Petrobras, além do "cenário político"; reuniões também tratavam das doações de empresas do grupo Odebrecht a partidos e políticos

Alexandrino Alencar disse em depoimento no âmbito da Operação Lava Jato que manteve diversas "reuniões institucionais" com o ex-deputado José Janene (PP), falecido em 2010, além do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o com o doleiro Alberto Youssef; segundo ele, nos encontros eram discutidos os contratos da Braskem com a Petrobras, além do "cenário político"; reuniões também tratavam das doações de empresas do grupo Odebrecht a partidos e políticos (Foto: Paulo Emílio)

247 - O ex-diretor da Odebrecht e ex-vice-presidente institucional da Braskem Alexandrino Alencar disse em depoimento ao juiz federal do Paraná Sérgio Moro, no âmbito da Operação Lava Jato, que manteve diversas "reuniões institucionais" com o ex-deputado José Janene (PP), falecido em 2010, além do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o com o doleiro Alberto Youssef. Segundo ele, nos encontros eram discutidos os contratos da Braskem com a Petrobras, além do "cenário político".

Segundo Alexandrino, as reuniões com Janene e com Paulo Roberto Costa tiveram início em 2005 e acabaram resultando em um relacionamento político, contando com a participação de Youssef, para tratar das doações de empresas do grupo Odebrecht a partidos, políticos e também para discutir cenários.

Alexandrino, que deixou o grupo Odebrecht após ser preso na 14ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em junho, relatou que os contatos com Janene, porém, teriam começado em 2003, quando ele era o vice-presidente da petroquímica Braskem.

Na época, Janene presidia  a Comissão de Minas e Energia da Câmara. Segundo ele, o objetivo era pedir apoio parlamentar para atuar na "estruturação e no próprio entendimento da Câmara sobre a empresa". Alexandrino nega o pagamento de propinas.